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Falando em Parelhas e Festa, vamos falar de História...

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Três versões contam o motivo de comunidade parelhense se chamar povoado da cobra

A comunidade fica na zona rural de Parelhas, mas a infra-estrutura lembra uma pequena cidade. Assim é o povoado Santo Antônio da Cobra. Um lugar de vida pacata, com pouco mais de 750 habitantes.

Aqui é comum encontrar moradores nas calçadas. Muitos são aposentados. O lugar já é habitado desde século dezenove, mas passou a ser chamado de povoado santo Antônio desde 1945, quando foi construída a capela.

O nome Santo Antônio se deu devido a fé de seus fundadores, que eram devotos do santo. Mas e o nome Cobra, você sabe por quê? Bem, você pode até não saber, mas aqui todo mundo sabe. Na verdade há três versões para a origem do nome.

A historiadora Fátima Medeiros, moradora do povoado, pesquisa sempre o passado da comunidade. Fez até um museu em casa e aqui guarda objetos inclusive do século dezenove, como esta máquina de costura, de mil oitocentos e sessenta e um. O oratório tem cento e vinte anos, pertencia a um morador do povoado. A maior parte dos objetos é do início do século vinte. Em mil novecentos e trinta o gado era abatido com armas como esta. Em mil novecentos e dez a luz elétrica ainda não era uma realidade na comunidade, a iluminação era feita com lamparina. Antes dela, as candeias.

Aqui também há objetos do tempo das minerações e algodão, duas grandes atividades econômicas do lugar no passado. No mundo da internet a rede mundial de computadores também é um grande veículo de informação no povoado, mas em 1960, era através de rádios como esse que os moradores ficavam por dentro das notícias.

Todos os objetos presentes no museu são doações de pessoas interessadas em resgatar a história de seu povo. Um povo que tem a fama de ser inteligente e que segundo algumas pessoas, a fama também de falar muito e falar alto. Será que o ditado “fala mais que homem da cobra” surgiu aqui?

Mas independente de mitos que se tenham a respeito do povoado Santo Antônio, morar neste cantinho de Parelhas é algo difícil de explicar para muitos.

Veja AQUI o vídeo!

Fonte: TV Seridó

Resumo Histórico da Paróquia do Acari

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A Paróquia de Nossa Senhora da Guia do Acari foi criada em 13/03/1835 por D. João da Purificação Marques Perdigão, 17º Bispo da Diocese de Olinda. Em 1838 já havia sido construída a 1ª capela de Nossa Senhora da Guia, conforme licença concedida ao Sargento-mor Manoel Esteves de Andrade. Essa Capela é hoje a Igreja de Nossa Senhora do Rosário, tombada pelo patrimônio histórico, cuja bênção foi dada aos 14 de abril de 1938.

A atual Matriz é a 2º igreja dedicada em Acari, a Nossa Senhora da Guia. A pedra fundamental do novo templo foi benta e lançada no dia 15 de agosto de 1857, e concluída a 3 de dezembro de 1863. A transladação da imagem de N. S. da Guia da primitiva capela para a nova igreja ocorreu no dia 5 de agosto de 1867, véspera do início da sua festa. À frente da construção da nova matriz esteve um filho da terra, e seu primeiro vigário durante 35 anos (16/04/1935 a 04/06/1870), o Padre Tomaz de Araújo.

A paróquia dispõe, além das duas igrejas supras citadas, da gruta de Nossa Senhora de Lourdes, no Povoado Gargalheiras; da Capela de N. S. da Conceição, no sítio "Bico d'Arara"; da Capela de São Francisco de Assis, no sítio "Vaca Brava"; da Capela de São José, no sítio "Cacimba do Meio"; da Capela e Centro Pastoral São Francisco de Assis e a Capela de N. S. do Perpétuo Socorro, no bairro Ary de Pinho. Capela de São José, no povoado Bulhões; Capela de São Sebastião, no Cj. Habitacional Novo Acari; Capela de Santa Luzia, no bairro Tarcísio Bezerra Galvão; Capela de Santa Rita de Cássia, no bairro Petrópolis; e Capela de N. Senhora três vezes Admirável, no bairro Dinarte Mariz, (Em construção).

Na cidade, a Paróquia possui o Centro Social Cônego Deoclides de Brito Diniz, que é utilizado para reuniões pastorais e outros eventos da comunidade paroquial.

Foi desmembrado no ano de 1997 da paróquia de Acari, a Paróquia de São José, da cidade de Carnaúba dos Dantas. Na paróquia de Nossa Senhora da Guia, os leigos católicos estão engajados em associações religiosas, pastorais, organizações e movimentos, como: Apostolado da oração (completou 100 anos em 1999), Congregação Mariana, Pia união de Stª Terezinha e OVS, Confraria de São Miguel e Santa Edwirgens, Renovação Carismática Católica - RCC, Capelinhas de N. Senhora, Legião de Maria, Ordem Franciscana Secular, Ministros Extraordinários da Eucaristia, Grupo de Coroinhas, Pastoral do Dízimo, Pastoral da Criança, Pastoral da Liturgia, Pastoral da Comunicação, Pastoral da Juventude, Pastoral da Família, Pastoral Carcerária, Pastoral do Batismo, Pastoral dos Noivos, Pastoral da Catequese, Pastoral Juvenil (Infância Missionário, Marianinhos, JAN, Cruzada Eucarística), Catequese da 1ª Eucaristia, Sacramento da Crisma, Catequese de Adultos (evangelização do Centro e Bairros da cidade). A Paróquia conta ainda com a Escola de Catequese São Francisco Xavier (Curso Ecoando), dirigida pelo Pe. Raimundo Sérvulo da Silva.

A Paróquia ainda dispõe de dois importantes organismos: o Conselho Pastoral, que promove e coordena as pastorais; e o Conselho de Assuntos Econômicos, que gera os bens da paróquia. Todo trabalho realizado por esses grupos atuantes na vida da paróquia é o resultado da ação ministerial dos párocos que se sucederam, principalmente o saudoso e estimado Cônego Deoclides - o Padre Deó - durante mais de trinta anos e que está sendo continuado e atualizado pelo Padre Raimundo Sérvulo da Silva nos dias de hoje.

"Paróquia, comunidade sólida na vivência do Evangelho."

Fonte: Paróquia de Nossa Senhora da Guia

História de São José do Seridó - RN

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Origem da Terra denominada "Bonita"
A Bonita é uma das comunidades que originou-se da sesmaria 406 ( terras abandonadas da Capitania Hereditária do Rio Grande do Norte). O crioulo alforriado Nicolau Mendes da Cruz, fez ao presidente das províncias do Rio Grande do Norte, o Sr. Tomás de Araújo Pereira uma petição solicitando posse das terras e foi atendido, tendo por objetivo desbravamento das terras do sertão seridoense utilizando-se a pecuária, petição concedida por volta de 1752, com o nome de sítio São José e localizado ao longo do rio São José, com meia légua para cada lado do rio. Nicolau percorria todas as suas terras e orgulhava-se de um poço profundo e de águas cristalinas, onde suas filhas adoravam tomar banho, por causa de suas rochas parecendo trampolins. Um certo dia uma de suas filhas foi surpreendida tomando banho por um pescador, que encantou-se com sua beleza e passou a admirá-la, que ao notar sua presença fugiu meio ao matagal, e o pescador nunca mais vê-la passou a chamar o local onde a virgem se banhava de POÇO DA BONITA.

A cidade de São José da Bonita
Em 28 de setembro de 1917 foi dado o primeiro passo para a fundação da cidade, com as dificuldades de acesso a cidade de Jardim do Seridó-RN, em virtude do impedimento do tráfego pelos rios São José, Cobra e Acauã, surgiu a idéia da criação da cidade, que após discutido pelos moradores o projeto foi levado até o Sr. Prefeito Heráclito Pires Fernandes (Prefeito de Jardim do Seridó-RN) que prontamente apoiou a idéia, providenciado o estudo do local, com isto, os senhores Justino Dantas e Joaquim Manoel do Nascimento, ( Joaquim Loló ) tiveram papel importante na fundação da cidade, mas foi Loló que se propôs a doar as terras para a fundação da cidade, oferecendo 12 braças de terra de sua propriedade, com meia légua de fundo, sendo muito aplaudido e reverenciado pelos moradores. Coube também a Joaquim Loló escolher o nome do padroeiro, São José, por ocasião da escrituração das terras ,isto porque o rio j era chamado de São José. De posse das escrituras o Sr . Heráclito Pires Fernandes, veio ao sítio Bonita acompanhado de autoridades e um topógrafo, e iniciou a demarcação da cidade, a partir da construção da igreja e o ,mercado, locando duas ruas , em seguida Manoel Theodoro, pediu que fosse feita uma enorme latada ao lado da demarcação do local onde seria construído o mercado, ficando responsáveis por estas construções os senhores Joaquim Loló e Justino Dantas. No dia 04 de Novembro de 1917 o então prefeito de Jardim do Seridó-RN, o Sr: Heráclito Pires Fernandes, declarou fundada a cidade de São José da Bonita e que com muita euforia foi iniciada a primeira feira da cidade.

Emancipação Política de São José do Seridó - RN
Em 26 de maio de 1962, o vereador MOIZÉS SÁTIRO DA SILVA, apresentou o projeto de lei n º 2.793, pedindo que fosse desmembrado a área de 186 Km² para o município de SÃO JOSÉ DO SERIDÓ - RN, na época governava Jardim do Seridó, o Sr. Prefeito municipal JOAQUIM ALVES DA SILVA, iniciando a criação do município de São José do Seridó -RN. A lei foi homologada pela Assembléia Legislativa em 26 de março de 1963 , Lei nº 2.841 e publicada no Diário Oficial do Estado em 26 de março de 1963. Em 03 de abril de 1963, o SR. JOÃO RAIMUNDO PEREIRA foi nomeado prefeito interino de SÃO JOSÉ DO SERIDÓ - RN, pelo o Exmo. Sr: Dr. ALUIZO ALVES, Governador do stado, por decreto de 03 de abril de 1963 e publicado no Diário Oficial nº 205 de 04 de abril de 1963, na Escola Estadual JESUÍNO AZEVEDO, desta cidade, sob a presidência do sr". Juiz de Direito, da comarca de JARDIM DO SERIDÓ, Dr. MANOEL ARAÚJO SILVA, declarou empossado o prefeito o Sr. JOÃO RAIMUNDO PEREIRA. Autoridades presentes: DR. MANOEL DE MEDEIROS BRITO, Deputado Estadual, ARNALDO CAVALCANTE DE ALBUQUERQUE, agente de estatística, o Sr. Prefeito de Jardim do Seridó-RN, JOAQUIM ALVES DA SILVA e demais pessoas de nossa cidade. O prefeito recém empossado , usando da palavra declarou a todos presentes, que estava instalado o município de São José do Seridó- RN. O Sr. MANOEL DE MEDEIROS BRITO, parabenizou o novo prefeito, e o povo pelo brilhante acontecimento. E com muita euforia pelo dever cumprido foi encerrada sessão.

O Desenvolvimento
A indústria sempre foi um ponto forte de nossa cidade. O consórcio Epaminondas Dantas nasceu com a cidade, tinha a sua frente o industrial José Calasancio Dantas (Zezinho), irmão de Justino Dantas, um dos fundadores de nossa cidade. Hoje São José conta com 03 Supermercados de médio porte, algumas mercearias, duas churrascarias, bares, algumas lojas de confecções, 02 lan houses, facções para camisas e as fábricas de bonés, que hoje já distribuem suas mercadorias para todo o Brasil.

Características do Espaço Geográfico
O município de São José do Seridó - RN, está localizado na micro-região do seridó oriental, do Estado do Rio Grande do Norte, situando-se a 200 metros de altitude, numa área de 186 km² , equivalente a 0,35 % da superfície do Rio Grande do Norte, com uma população de 3.178 habitantes, apresentando uma densidade demográfica de 17.08 Hab/Km² e tendo como base econômica a agropecuária.

Limites
O município de São José do Seridó - RN, limita-se ao Norte, com Cruzeta: ao Sul, com Jardim do Seridó: ao Leste, com Acari: ao Oeste com Caicó. A sua posição geográfica determinadas pelas coordenadas geográficas é de 6 º 28 ' 66 '' de latitude sul e 36 º 52 ' 40 '' de longitude oeste . A distância rodoviária da sede do município a Natal -RN capital é de 240 Km e 192 Km em linha reta.

Relevo
O município apresenta uma topografia pouco acidentada. Destacando - se uma chapada denominada Caatinga Grande, onde está localizado um Assentamento de 63 famílias em área de 2.000 hectares.
Geologicamente o município abrange terrenos pertencentes ao Embasamento Cristalino, com rochas da Formação Seridó da idade Pré-Cambriano, 579 milhões de anos caracterizada por biotita xisto, sericita xisto, filitos e calcários.

Hidrografia
O município é banhado pelos rios São José, Acauã e Seridó, sendo que a cidade é banhada pelo rio São José. ( todos os rios são temporários), em 1994 o governador do estado, construiu em tempo recorde a Barragem passagem das traíras , com capacidade para 50 milhões de m³, situada na divisa dos municípios de Caico-RN, Jardim do Seridó-RN e São José do Seridó-RN, a referida barragem foi construída em 5 meses, sendo abastecida pelos rios Acauã, Seridó e São José, tendo uma represa de 13 Km de extensão, beneficiando famílias ribeirinhas dos municípios de São José do Seridó e Jardim do Seridó, a construção da mesma permite hoje as atividades de Pesca e Agricultura Irrigada, suas águas abastecem o município de Jardim do Seridó e Parte Oeste do município de Caicó - RN, vale salientar que em 27 de maio de 1995 aconteceu a sua primeira sangria e que pela primeira vez na história de desapropriação no Rio Grande do Norte as famílias foram indenizadas pelas benfeitorias e continuam usando a terra como unidade de produção.

Clima
Caracterizado por apresentar chuvas escassas e mal distribuídas durante o ano inteiro, pois o período chuvoso geralmente é de no máximo três meses no ano.
A média térmicas anuais são em torno de 28 º C, uma pluviosidade média de 600 mm anual e a umidade relativa do ar média de 62 % anual.
Segundo a classificação``ao climática de Köppen, adaptada ao Brasil, o clima de São José é do tipo Bsh - Tropical Semi-Árido.

Solos
Tipos: Não Cálcio, Sílico-Argiloso e Pedregoso.

Flora
A vegetação é muito pobre, sofrendo influência do clima quente e seco e da pobreza do solo.Caatinga hiperxerófila apresenta cactáceas e plantas de porte baixo espalhadas.As principais espécies nativas são: jurema-preta, pereiro, marmeleiro, catingueira, juazeiro, xiquexique, mandacaru, faveleiro, e outras.

Fauna
Os principais animais nativos são: Preá, raposa, peba, tejuaçu, camaleão, cobras ( cascavel, jararaca, corre-campo, coral, etc.), seriema, marreca, paturi, jaçanã, asa branca, galinha d'água, juriti, papa-sebo, canário, graúna, garça, anu-preto, rolinha, e outros.

População
Segundo o novo senso feito pelo IBGE em 2006, a população são-joseense é de aproximadamente 4.200 habitantes.

Datas Importantes
1917 – É fundada a cidade de São José do Seridó no dia 04 de novembro.
1918 – Conclusão do Cemitério Público.
1919 – Inauguração da Igreja Matriz.
1920 – Construção do Mercado Público.
1938 – Construção do Colégio Jesuíno Azevedo.
1939 – Um cartório é instalado em São José e o povoado passa a categoria de Vila.
1947 – É instalado o primeiro telefônico público.
1952 – São José constrói um campo de pouso para aviões tipo teco-teco.
1960 – Construção do Posto de Saúde
1963 – No dia 26 de março com a emancipação política, São José passa a ser município.
1967 – Chega à energia elétrica.
1969 – Construção da Prefeitura.
1973 – Construção da Maternidade.
1974 – Construção do Centro Recreativo.
1976 – Construção do Colégio Raul de Medeiros Dantas
1980 – Construção do Ginásio Raimundo Silvino da Costa.
1984 – Construção da Delegacia.
1988 – Construção do Estádio do Futebol José Libânio.


Histórico do Cemitério Público de Jardim do Seridó-RN

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O Cemitério Público de Jardim do Seridó, teve sua Benção no dia 12 de março de 1858 pelo Primeiro Vigário de Jardim do Seridó, Padre Francisco Justino Pereira de Brito, no local tem seis Sacerdotes presentes. No dia 12 de março, transcorreu os 150 anos da sua Bênção.

Assim o Padre Francisco Justino escreveu no Livro de Tombo no 01 da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, às folhas 05 verso. “O Cemitério desta Povoação foi construído às esperanças do Povo da Freguesia, pelo qual promovi subscrição para este fim e pertence à Fábrica da Matriz, por ter sido a mente dos subscritores. Foi ele bento por mim aos 12 de março do presente ano com a assistência de seis sacerdotes e de inúmero povo. Do que para constar faço esta Nota, em que assino. Conceição do Azevedo, 15 de abril de 1858. O Vigário Visitador Francisco Justino Pereira de Brito”.

O Cemitério foi construído em terreno doado à Paróquia pelo casal Antônio de Azevedo Maia, o terceiro conhecido por Antônio Padre e sua esposa Úrsula Leite de Oliveira, conforme Escritura Pública datada de 03 de janeiro de 1858 arquivada no original na Secretaria Paroquial. Assinou a escritura o doador Antônio de Azevedo Maia, a rogo de Úrsula Leite de Oliveira e como testemunha assinou o genro do casal Rodrigo de Medeiros Rocha e também como testemunhas assinaram: Pacífico de Araújo Pereira, José Quitino de Medeiros e Antônio Fernandes de Araújo. Media o referido terreno 25 braças de comprimento por 15 de largura o equivalente a 55 metros de comprimento por 33 metros de largura.

A Capela antiga com os túmulos de um lado e de outro na parede ficavam nos fundos, pois o Cemitério era voltado para o Norte, como ainda está a referida Capela, quase intacta. Depois a entrada do Cemitério foi mudada para o nascente. A primeira ampliação foi feita pelo Prefeito Joaquim Alves da Silva para o lado do nascente, é a parte mais baixa na entrada. A Prefeita Maria José Lira Medeiros anos depois ampliou duas vezes o Cemitério para o Norte e a parte mais nova onde está a nova Capela.

Anteriormente os sepultamentos eram realizados nas Igrejas, assim muitas pessoas foram sepultadas na Matriz, desde o tempo da Primitiva Capela de Nossa Senhora da Conceição, onde foi sepultado o Fundador de Jardim do Seridó, Antônio de Azevedo Maia Júnior. Com a construção do Cemitério os sepultamentos passaram a ser no mesmo. No entanto mesmo após a Bênção do Cemitério várias pessoas foram sepultadas na Matriz, era costume da época. O Cemitério é lugar sagrado por isso á chamado de “Campo Santo” ali estão sepultados os mortos a espera da Ressurreição. O Evangelho de São João no Capítulo 05, Versículo 25b diz: “Os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus e os que a ouvirem viverão”.

Os Túmulos com sua arquitetura variada formam um Patrimônio arquitetônico e histórico de valor. Ali estão sepultados três Sacerdotes: Padre Manoel Teixeira da Fonseca, Capelão da Conceição do Azevedo e Primeiro Coadjutor da Paróquia, falecido em 18 de julho de 1864. O Padre Francisco Justino Pereira de Brito, Primeiro Vigário da Paróquia, que benzeu o Cemitério, Visitador Diocesano e Deputado, falecido em 07 de novembro de 1871. O Padre Luiz Marinho de Freitas, Sétimo Vigário desta Paróquia, falecido em 21 de setembro de 1902. Autoridades Civis, como o Coronel Felinto Elísio de Oliveira Azevedo, único filho de Jardim do Seridó, que governou o Estado, Prefeito, 07 vezes e Deputado 09 vezes. Ex-Deputados, Dr. Manoel Augusto de Medeiros, Joaquim Alves da Silva e Dr. Paulo Gonçalves de Medeiros. Vários Ex-Prefeitos. Veteranos da Guerra do Paraguai, como o Professor Jesuíno Ildefonso de Oliveira Azevedo e Vicente Ferreira de Azevedo.

Pessoas nascidas aqui ou até mesmo de outros países, portugueses, escravos africanos, o comerciante italiano Braz Finizola (Avô do médico e compositor Jardinense Dr. Janduy Finizola), o químico colombiano Ruben Dario Gusman, também pessoas de outras partes do Brasil, como a Índia do Amazonas, Radomá, batizada aqui pelo nome cristão de Virgínia em 1909. Pessoas humildes como Conrada e Seu Higino “Sem Destino” além de outras anônimas

O Cemitério de Jardim do Seridó é um Patrimônio Sagrado que deve ser preservado e respeitado por todos. No passado os Cemitérios eram propriedades das Igrejas depois passou para os governos municipais. Os 150 anos do Cemitério foram comemorados condignamente.

Sebastião Arnóbio de Morais
Pesquisador da História do Seridó

Historia de Santana do Seridó-RN

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Em meados do século XVIII, em decorrência do crescimento das atividades rurais em Jardim do Seridó, chegaram à localidade trabalhadores e pequenos proprietários, dentre eles o Sr. José Aprígio Batista, com o objetivo de plantar cereais e criar gado. Foi o José Aprígio quem começou a construir casas em suas terras, o que fez com que outros também fossem construindo e o resultado foi a formação de um pequeno núcleo habitacional às margens do riacho da Raposa. Logo depois através do professor Cosmo Rodrigues a população local recebia os primeiros ensinamentos sobre as letras do alfabeto e a tabuada.

No ano de 1927, o povoado realizava sua primeira feira sob a coordenação do Sr. Heráclito Pires Fernandes, na época Presidente da Intendência de Jardim do Seridó. No aglomerado foi construída uma capelinha, em 1930, em homenagem a Nossa Senhora de Santana, sua padroeira. Começaram as celebrações, as novenas para festejar todo o ano o dia de Nossa Senhora de Santana, e dessa devoção resultou o nome daquele povoado. Em 30 de novembro de 1953 era criado o distrito de Santana do Seridó, através da Lei n° 962. O distrito desmembrou-se de Jardim do Seridó no dia 10 de maio de 1962, através da Lei n° 2.770, tornando-se município e oficialmente instalado em 9 de abril do ano de 1963.
Texto: IdBrasil

Histórico da Diocese de Caicó

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DIOCESE DE CAICÓ
68 ANOS DE HISTÓRIA

A Solenidade de Instalação

A instalação oficial da Diocese de Caicó, segundo a Ata datada de 28 de julho de 1940, se deu por ocasião da Festa da Padroeira Sant'Ana, em sessão solene. Compareceram vários sacerdotes como Mons. Paulo Herôncio, vigário de Currais Novos e representante do Exmo. Sr. Bispo diocesano de Natal, D. Marcolino Esmeraldo Dantas; padre Walfredo Gurgel, vigário da Catedral de Sant'Ana; padre Ambrósio Silva, vigário de Acari; padre Expedito Medeiros, vigário de Jardim do Seridó; Cônego Amâncio Ramalho Cavalcanti, vigário de Parelhas; o prefeito de Caicó Inácio de Medeiros Dias, autoridades civis e militares, prefeitos de diversos municípios além de uma enorme concentração de fiéis acumulada na nave da Catedral.

"Às nove horas da manhã desse dia, abriu a sessão, na forma do estilo, o representante de Sua Excia., o Sr. Bispo, depois de breve palavras. Facultada a palavra, levantou-se o digníssimo prefeito de Caicó, Inácio de Medeiros Dias, numa expressiva saudação (...). Falou depois o Revmo. Sr. Vigário de Caicó, Pe. Dr. Walfrefo Gurgel, que, lendo no semblante da assistência, a justa alegria daquele momento, discorreu sobre a importância do ato a que estávamos assistindo. Leu, em seguida, as palavras iniciais, em Latim, da Bula que criou a Diocese de Caicó, seguindo-se logo a leitura integral, em vernáculo, feita, em voz clara e vibrante, pelo Revmo. Padre Ambrósio Silva, Vigário de Acari. Foi dada a palavra aos presentes. Não havendo quem dela quisesse usar, Monsenhor Paulo Herôncio começou a proferir as palavras de encerramento, na qualidade de representante de Sua Excia. o Sr. Bispo."
Primórdios da Presença Religiosa em Caicó
(1695 - 1824)

Olavo Medeiros (caicoense, historiador e pesquisador, membro da Academia
Norteriogradense de Letras e Sócio do IHGRN)


No ano de 1683, já fora edificada a Casa Forte do Cuó, também denominada de Casa Forte do Acauã, ou do Seridó. O motivo da referida construção foi o de proporcionar proteção contra os indígenas Janduís, Canindés e Pegas que habitavam a região do Seridó.
O local, outrora ocupado pela casa-forte, coincide com as proximidades do Poço de Sant'Ana, no atual bairro caicoense do Penedo.
No ano de 1695, na cidade do Natal, Capitania do Rio Grande, o capitão-mor Bernardo Vieira de Melo celebrou com Taiá Açu, chamado rei dos Janduís, um tratado de paz pondo término à guerra entre portugueses e indígenas naquele território seridoense.
No mesmo ano foi construída a Capela de Nossa Senhora Santana, em terreno vizinho à casa-forte. A capela foi levantada com assistência de Frei Antônio João do Amor Divino, paroquiano das Guarnições da Capela de Olinda, no lado Norte do País, que a benzeu no dito ano.
Aos 7 de março de 1699, Francisco dos Santos Rocha, da Casa-Forte do Cuó, dirigiu uma carta ao Rei de Portugal, dando-lhe conta que Dom João de Lencastro, Vice-Rei do Brasil havia concedido indulgências para a Capela da Senhora Santana do Seridó, através dos missionários de Olinda. Participaram da construção da capela, o comandante e os demais ajudantes da casa-forte. Na referida carta, Francisco dos Santos Rocha solicitava que na mencionada capela pudessem ser celebrados batizados e "atos da religião, pelos curas do Piancó, dignados a entrar-se nos sertões."
Em 15 de abril de 1748, na povoação de Nossa Senhora do Bom Sucesso do Piancó (Pombal-PB), o Visitador Geral dos Sertões da parte do norte, Manoel Machado Freire, criou uma nova freguesia intitulada de Santana, a qual foi instalada no dia 26 de julho de 1748, no lugar denominado Caicó, ficando na ocasião uma cruz, no ponto onde seria ereta a respectiva matriz.
Com o surgimento da Matriz, a primitiva Capela do Penedo passou à condição de Capela do Rosário, tendo a mesma perdurada até um certo ano compreendido entre 1789 e 1800.
Manoel Fernandes Jorge, português, foi o fundador da Matriz de Santana do Seridó. Em 1767, morava ele na fazenda Barra do Sabugi, de sua propriedade. Faleceu aos 98 anos de idade, sepultando-se aos 18 de setembro de 1789, no arco da capela-mor daquela matriz.
Aos 28 de novembro de 1802, assumiu a Freguesia da Gloriosa Senhora Santana do Seridó (Caicó), o padre Francisco de Brito Guerra, natural da Freguesia do Assu (1777-1845). Com a presença do novo vigário, podemos dizer ter tido princípio uma nova fase no progresso da terra caicoense.
Segundo anotações deixadas por um sobrinho do Pe. Guerra, o capitão Alexandre de Araújo Guerra, chegando a vigário ao Caicó "procurou angariar esmolas para reconstruir a Igreja Matriz, que se achava em completo estado de ruínas, vendo em pouco tempo satisfeito o seu desejo; fundou uma aula de doutrinas, de latim e de outras línguas, onde beberam instruções, todos os moços que procuraram aquela fonte de educação; tratou de harmonizar todos os serviços, quer religiosos, quer civis, vendo sempre coroados todos os seus intentos".
Em 26 de outubro de 1824, Frei Caneca, então de passagem pelo Caicó, descreve que aquela vila "tem uma Igreja não pequena, nova e paramentada".

Os 05 EX-BISPOS DE CAICÓ

Com exceção de D. José de Medeiros Delgado, que era paraibano de Pombal, os outros quatros bispos de Caicó são norte-rio grandenses. Quando foi nomeado nosso 1.º Bispo, Dom José de Medeiros Delgado era bispo de Campina Grande. De Caicó, foi transferido para Arcebispo do Maranhão e depois para o Ceará. Dom José Adelino Dantas , natural da cidade seridoense de São Vivente, exerceu, de 1936 a 1952, o Reitorato do Seminário de São Pedro em Natal. De Caicó foi transferido para Garanhus, em Pernambuco e depois Rui Barbosa-BA. Dom Manoel Tavares é de São José do Campestre, tendo sido vigário de Angicos durante vinte anos. Dom Heitor de Araújo Sales, que é irmão do Acariense Eminente Cardeal Eugênio Sales, nasceu em São José do Mipibú, era vigário da Arquidiocese de Natal, para onde voltou como Arcebispo. Dom Jaime Vieira Rocha, é natural de Tangará. Foi vigário de Pendências e reitor do Seminário São Pedro em Natal. Sagrado em Roma pelo Papa João Paulo II, tomou posse como 5.º bispo da Diocese de Caicó, no dia 04 de fevereiro de 1996. Conduziu o rebanho do Seridó durante 09 anos, quando foi transferido para a Diocese de Campina Grande – PB, onde atualmente é Bispo.

Dom Manoel Delson Pedreira da Cruz, OFMCap. (Ordem dos Frades Menores Capuchinhos), quando recebeu a nomeação para Bispo da Diocese de Caicó exercia a função de Definidor Geral para a América Latina junto à Cúria Geral dos Capuchinhos em Roma, Itália. Sagrado em Feira de Santana (BA) por Dom Geraldo Majella Agnelo, cardeal e arcebispo metropolitano de Salvador, assistido por dois arcebispos, Dom Matias Patrício de Macedo, de Natal (Rio Grande do Norte) e Dom Itamar Vian, OFMCap, de Feira de Santana (Bahia). Tomou posse como 6º Bispo da Diocese de Caicó, no dia 08 de outubro de 2006.
Os nossos três primeiros bispos já são falecidos e sepultados no Seridó. Dom Delgado na Igreja Matriz da Paróquia de São José, ao lado do Colégio Diocesano Seridoense, que ele construiu. Dom Adelino em Carnaúba dos Dantas, na Capela do Monte do Galo, em cuja casa ao lado viveu seus últimos anos, como Pastor dos Romeiros. Dom Manoel Tavares na Igreja Matriz de São José do Campestre, a sua terra natal.

A Diocese de Caicó foi criada pelo Sr. Arcebispo Metropolitano de Natal, Dom Marcolino Esmeraldo de Souza Dantas, de origem baiana, que na sua fé e no seu zelo pelo rebanho que lhe foi confiado pela Igreja de Deus, sentiu necessidade de desdobrar sua Diocese do Rio Grande do Norte, criando a Diocese de Caicó, que teve como 1.º Bispo Diocesano Dom José de Medeiros Delgado, nascido em Pombal-PB. Foram seus pais; Manoel Porfírio Delgado e Dona Francisca de Medeiros Delgado, nascida em Serra Negra do Norte, dentro da nossa região seridoense.

A DIOCESE HOJE

Atualmente, a Diocese tem 23 Paróquias, 04 Áreas Pastorais, 46 padres incardinados e Residentes, 12 padres incardinados não Residentes, 16 diáconos Permanentes e Residentes e 02 Diáconos Permanentes não Residentes. Possui 04 organismos de formação e cultura: Seminário Diocesano Santo Cura d'Ars, cujo reitor é Pe. Alexsandro Araújo de Medeiros; o Instituto Superior de Filosofia e Teologia Pastoral, que tem como diretor o Pe. Alexsandro Araújo de Medeiros; o Colégio Diocesano Seridoense, dirigido pelo Mons. Ausônio Tércio de Araújo; e a Escola de Formação Paulo Apóstolo, da Renovação Carismática Católica, cuja diretora é Maria de Fátima Barros de Medeiros. As vocações sacerdotais continuam sendo priorizadas. São 17 seminaristas assim distribuídos: Em Caicó, há 04 seminaristas no curso propedêutico, 03 seminaristas no curso de Filosofia; 01 seminarista no 3º Ano de Teologia.

Segundo o Anuário Diocesano de 2008, a Assembléia Diocesana de Pastoral, realizada nos dias 09 e 10 de novembro de 2007, se propôs apresentar as avaliações pastorais feiras previamente pelos cinco zonais e por todas as Comissões Diocesanas de Pastoral; conhecer, aprofundar e definir um Diretório Diocesano para os Sacramentos; planejar uma linha pastoral diocesana para 2008, apresentada pelos zonais; e fazer o calendário das atividades para o ano seguinte. As propostas foram cumpridas e, considerando-se o fundamento, no traçado da linha pastoral diocesana, tendo em vista a prorrogação das Diretrizes da CNBB até 2008, podemos chamar a nossa ação pastoral para 2008, como um Plano Intermediário, até a definição das novas Diretrizes com inclusão do Documento de Aparecida. Fica claro que um 8º Plano de pastoral da nossa Diocese, só será feito na Assembléia de Pastoral em 2008. Foram apresentadas em plenário as propostas dos zonais e aprovadas em Assembléia. Alguns dias depois, a Comissão Diocesana de pastoral, juntamente com alguns membros da Comissão Missionária Diocesana, Comissão da Pastoral da Juventude e da Comissão de Catequese e o apoio do Padre Fabiano, sintetizaram as propostas dos zonais e assim ficou definido o que pretende a Diocese de Caicó, fazer em 2008, como Plano Intermediário.

Movida pelo ardor missionário que o Espírito de Deus suscita nos discípulos de Jesus e à luz do Documento conclusivo da V Conferência Geral do Episcopado latino-americano e caribenho, a Diocese de Caicó-RN, reunida em Assembléia nos dias 09 e 10 de novembro de 2007, escolheu a seguinte prioridade pastoral para o ano de 2008: dar continuidade às Santas Missões Populares em todas as comunidades eclesiais, destacando de modo particular a evangelização da Juventude e a Catequese de modo geral.

Segundo as Diretrizes 2003-2006, ainda válidas, o grande objetivo da ação evangelizadora da igreja de Caicó é EVANGELIZAR.

A Evangelização e dá através de três ministério: Palavra, Liturgia e Caridade. Não se trata de três campos de ação, mas três serviços que devem estar presentes em toda e qualquer ação evangelizadora.


Informações Diocese de Caicó

História da Câmara Municipal de Jardim do Seridó

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DE POVOADO A VILA: A CRIAÇÃO DA CÂMARA MUNICIPAL NA VILLA DO JARDIM

Na década de 1850 a Povoação da Conceição do Azevedo vivenciava um período de intensas transformações, moldando um espaço coletivo com formas e conteúdos que possibilitavam aos seus habitantes lutarem pela emancipação política. Segundo Luís da Câmara Cascudo, a construção dos espaços de concentração coletiva acontece através de sucessivas etapas de ascensão envolvendo os graus de arruado, povoado e povoação, para em seguida almejar a autonomia política. Para ele, quando as casas se aglomeravam em área limitada, alinhando-se em rua, temos um ARRUADO. Depois, crescendo em volume moradio, POVOADO, com possível “feirinha”, animando a semana, sacudindo o intercambio com os arredores na sedução da convergência. POVOAÇÃO possuindo cemitério, capela (CASCUDO, 1968, p. 42).

Este modelo de ascensão se aplica em parte para a compreensão da especificidade das transformações da Conceição do Azevedo (atual Jardim do Seridó-RN), pois esta, vivenciou as etapas de arruado, povoado e povoação de forma ecelerada, contando desde 1805, quando ainda era uma fazenda, com capela. Já em 1852 passou a ser Districto de Paz, pertencendo ao município do Acari. Em 1856, a diminuta capela já era a sede da Matriz de Nossa Senhora da Conceição. O aumento no numero de fieis mobilizava o vigário da freguesia Francisco Justino Pereira de Brito, na edificação de um templo maior, concluído em 1860. Além disto, desde 1857 a Conceição do Azevedo dispunha de um cemitério.

O espaço geográfico da Conceição do Azevedo, cuja demarcação havia sido fixada pela lei de criação do Districto de Paz (1852) e ratificado pela lei de criação da Freguesia de Nossa Senhora da Conceição do Azevedo (1856) era muito extenso e bastante populoso, existindo no “território da Nova Freguesia, com as habilitações dos demais Termos, para servirem os cargos Públicos exigidos” (ABAIXO-ASSIGNADO...). Com base neste “documento-monumento” (LE GOFF, 1994), elaborado pelos moradores da Freguesia de Nossa Senhora da Conceição, criado em 1856, a Conceição do Azevedo possuía as características necessárias para a emancipação política, existindo, sobretudo, homens para assumirem os cargos exigidos com a instalação da vila e conseqüente criação do poder público.

Neste período, a transformação de uma povoação em vila, significava a implantação dos cargos públicos, representadas pelas Câmaras Municipais, cuja função era executiva (presidente) e legislativa (demais vereadores). A Conceição do Azevedo se emancipou politicamente no dia 1º de setembro de 1858, passando a se chamar Villa do Jardim. Porém, somente foi instalada em 4 de julho de 1859, quando funcionou pela primeira vez a Câmara Municipal, sobre a presidência do senhor José Barbosa Cordeiro e com a presença dos demais vereadores: Antônio Pereira da Fonseca, Estevão Severino Dantas, José Ribeiro d’Araújo, Manoel Januário de Medeiros e Pedro Teixeira de Araújo.

LUGARES ONDE FUNCIONOU A CÂMARA MUNICIAPAL

Ao longo dos 149 anos de criação da Câmara Municipal de Jardim do Seridó-RN, diversos espaços foram utilizados para o funcionamento do Poder Legislativo.

Quando da sua instalação em 1859 na Villa do Jardim, a Câmara Municipal desenvolveu seus trabalhos na sacristia da Matriz da Nossa Senhora da Conceição, único espaço público existente na localidade.

Segundo José Nilton de Azevedo, a Câmara Municipal funcionou na Igreja Matriz até fevereiro de 1880, quando foi construída a Casa de Câmara e Cadeia Pública, prédio onde na contemporaneidade é conhecido como Casa de Cultura Popular Poeta Antônio Antídio de Azevedo. A Câmara funcionava na parte superior deste edifício, em quanto que na parte inferior era ocupado pela Cadeia Pública.

Em 1937, com a reinstalação da Câmara Municipal devido ter se transformado em 1890 em Conselho de Intendência, o Legislativo Jardinense realizou suas sessões no Grupo Escolar Antônio de Azevedo, prédio inaugurado em 1928. Foram apenas alguns meses, pois com a emergência do Estado Novo a Câmara de Vereadores deixou de funcionar, retornando somente em 1948.

Em 1948 acontece novamente a instalação da Câmara de Vereadores passando a funcionar no andar superior do Palácio Pedro Isidro, sede da Prefeitura Municipal, inaugurado em 1944. A Câmara funcionou neste prédio por 39 anos, de 1948 à 1987, quando foi edificado um espaço próprio.

O atual prédio da Câmara de Vereadores de Jardim do Seridó-RN, edifício Vereadora Miquelina dos Santos Medeiros, no passado funcionava o Açougue Público, sendo demolido posteriormente. A reconstrução deste prédio com o mesmo estilo arquitetônico foi realizado na gestão do prefeito Manuel Paulino dos Santos Filho. Nos últimos anos foi realizada diversas reformas, ampliando e renovando o funcionamento do legislativo jardinense na gestão do presidente Jônatas Azevedo (2001-2002) foi adquirido um imóvel possibilitando a ampliação do prédio, realizada na presidência de Mozart dos Santos Medeiros (2003-2004).

Histórico da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição de Jardim do Seridó

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Antônio de Azevedo Maia Júnior, o fundador de Jardim do Seridó e sua esposa Micaela Dantas Pereira, em 06 de novembro de 1790 fizeram doação de seiscentas braças de terra de sua Fazenda Conceição para o Patrimônio da Capela que desejavam construir na referida Fazenda, em honra a Nossa Senhora da Conceição. A Capela só ficou pronta em 1804. Pertencia a Paróquia de Sant`Ana de Caicó, a única existente na região do Seridó. Durante 31 anos, a capela ficou ligada a Paróquia de Sant`Ana. Em 13 de março de 1835 foi criada a Paróquia de Nossa Senhora da Guia do Acari e a Capela de Nossa Senhora da Conceição passou a pertencer a esta nova Paróquia, ficando ligada a mesma durante 21 anos até 1856, quando foi criada a Paróquia de Nossa Senhora da Conceição e a Capela elevada a Igreja Matriz.

Em 04 de setembro de 1856, pela Lei 337, a Assembléia Provincial do Rio Grande do Norte, criou a Paróquia de Nossa Senhora da Conceição de Jardim do Seridó, confirmada por Dom Frei João da Purificação Marques Perdigão, 17º Bispo de Olinda em Pernambuco. Quando foi criada a Paróquia, compreendia também as povoações de Parelhas e Equador, que foram fundadas no mesmo ano da criação desta Paróquia e as áreas onde hoje estão as cidades de Ouro Branco, antigo Espírito Santo; São José do Seridó, antiga Bonita e Santana do Seridó. Em 1920, desmembrava-se a Capela de São Sebastião de Parelhas, constituindo-se em nova Paróquia com a então Capela de Equador. A Capela de Santana do Seridó sempre esteve ligada a Parelhas. Em 1965, a Capela de São José do Seridó, passa a pertencer a Paróquia de Nossa Senhora dos Remédios de Cruzêta e em 1997, a Capela de Ouro Branco, desmembrou-se para constituir uma nova Paróquia.

O território que constituía uma só Paróquia hoje está dividido em cinco Paróquias e uma Área Pastoral Autônoma.
Trinta e dois padres já dirigiram os destinos desta Paróquia.

PADRES /ANOS DE ATUAÇÃO NA PARÓQUIA
Francisco Justino Pereira de Brito 1856-1871
José Modesto Pereira de Brito 1871
Isidoro Gomes de Souza 1871-1883
Luiz Inácio de Moura 1883-1885
José Antônio da Silva Pinto 1885-1892
João Francisco Fernandes 1892-1893
Luiz Marinho de Freitas 1893-1896 e 1897-1899
Emídio Cardoso de Souza 1896-1897 e 1899
Francisco Severiano de Figueiredo 1899
Marcelino Rogério dos Santos Freire 1899-1908
Inácio Cavalcante 1908-1914
Antônio Vicente 1914-1919
Manuel Galvão 1920
Cônego Amâncio Ramalho Cavalcanti 1921-1924; 1924-1926 e 1938
João Soares Bilro 1924
Luiz Carlos dos Guimarães Wanderley 1927 e 1928-1931
José Maria Biessinger, MSF 1927 e 1938-1940
Natanael Ergias de Medeiros 1927-1928; 1935 e 1936
Manuel da Costa 1931-1932
Ulisses Maranhão 1931-1932 e 1933-1934
Vicente de Freitas 1932-1933 e 1935-1936
Pedro Paulino Duarte 1934
Misael de Carvalho 1934
Antônio de Melo Chacon 1934-1935 e 1936-1938
Monsenhor Expedito Sobral de Medeiros 1940-1941
Monsenhor Eymard L`Eraistre Monteiro 1941-1943
Frei Francisco Solano, OFM 1944
Frei Ildefonso Rafonf, OFM 1944-1945
Monsenhor Aloísio Rocha Barreto 1945-1958
Monsenhor Ernesto da Silva Espínola 1958-2000
Monsenhor Francisco de Assis Dantas de Lucena 2000-2001
Joaquim José de Oliveira 2001 e é o atual pároco

No início esta Paróquia assim como todo o Rio Grande do Norte pertenciam a então Diocese de Olinda, em Pernambuco, até 1892, quando foi criada a então Diocese da Paraíba, passando esta Paróquia e todo o Estado a pertencer a nova Diocese. Em 1909, foi criada a então Diocese de Natal, que compreendia todo o Estado do Rio Grande do Norte e assim esta Paróquia ficou ligada a Natal, até que em 1939, quando foi criada a Diocese de Caicó. A Paróquia de Nossa Senhora da Conceição de Jardim do Seridó, é a terceira por antiguidade na Diocese de Caicó.

Em 1956, foi comemorado solenemente com uma vasta programação o primeiro centenário desta Paróquia quando o Vigário era o Monsenhor Aloísio Rocha Barreto. O Bispo de Caicó era Dom José Adelino Dantas, descendente de Antônio de Azevedo Maia, fundador de Jardim do Seridó. Dom Adelino comemorou o centenário em Âmbito Diocesano. Foi uma das maiores festas já celebradas em Jardim do Seridó, 50 anos depois foi comemorado os 150 anos da criação da Paróquia em 2006.

Na missa solene de ação de graças na noite de 04 de setembro de 2006, estiveram presentes as imagens dos padroeiros das Paróquias, as quais a Capela da Conceição do Azevedo pertenceu, Sant`Ana de Caicó e Nossa Senhora da Guia do Acari, e das Capelas que pertenceram a esta Paróquia: São Sebastião de Parelhas, São Sebastião de Equador, Divino Espírito Santo de Ouro Branco, São José de São José do Seridó e Sant`Ana de Santana do Seridó.

A Paróquia de Nossa Senhora da Conceição após os desmembramentos está restrita ao Município de Jardim do Seridó. Possui dez Templos Católicos: A Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, o Santuário do Sagrado Coração de Jesus, a Capela de São Judas Tadeu do Abrigo Dispensário e as Capelas em construção de São José Operário no Bairro Bela Vista, a de São Vicente de Paulo no Conjunto Luzia Leopoldina a Capela Particular de Santo Antônio na residência do Mons. Ernesto e a Capela de Santa Catarina de Sena na residência das Irmãs dos Pobres de Santa Catarina de Sena, estas na Zona Urbana. Na Zona Rural, as Capelas de São João Batista no Povoado Currais Novos, a de São Leopoldo na Fazenda Pau Ferro, a de Sant`Ana no Sítio Alto Escuro.

Três Festas Religiosas principais são celebradas durante o ano: a Festa do Sagrado Coração de Jesus em setembro, a Festa da Padroeira Nossa Senhora da Conceição em dezembro e a Festa de São Sebastião e Nossa Senhora do Rosário na passagem do ano. Além das festas das Capelas.

O atual Pároco, o Padre Joaquim José de Oliveira, dinamizou a Paróquia, dividindo-a em catorze Setores missionários, sendo dez na Zona Urbana e quatro na Zona Rural. Assim a Paróquia tomou novo impulso, ficando mais dinâmica.

Uma grande graça foi a instalação de uma Casa de Freiras nesta cidade, com a chegada das Irmãs dos Pobres de Santa Catarina de Sena.

Três Sacerdotes servem a Comunidade:

Padre Joaquim José de Oliveira, Pároco;
Padre Fabiano Maurício Dantas, Vigário Paroquial;
Monsenhor Ernesto da Silva Espínola, Pároco Emérito;

Por Sebastião Arnóbio de Morais
Pesquisador da História do Seridó e Secretário Paroquial da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição

História de Jardim do Seridó

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No final do século XVII, com o objetivo específico de reprimir a volta dos índios Cariris, uma expedição chegou ao território, marcando a presença do homem branco em área indígena.O povoamento da região só ocorreu algum tempo depois com a chegada de Antônio Azevedo Maia, nos idos de 1770, que tornou-se o novo proprietário da fazenda que comprou ao Sargento Mor Alexandre Nunes Matos e deu-lhe o nome de fazenda Conceição.

Ao falecer em 1802, Antônio Azevedo Maia deixou uma grande descendência e nessa época a comunidade Conceição já estava alcançando desenvolvimento de vila. Em abril de 1853, foi instalada uma escola e em 1856 passou a ser freguesia de Nossa Senhora da Conceição

Desmembrado de Acari, em 1 de setembro de 1858, pela Lei nº 407, o povoado de Conceição passou a município com a denominação Jardim, em virtude da existência de um belo jardim cultivado pelo Capitão Miguel Rodrigues Viana.

Em 27 de agosto de 1874, de acordo com a Lei nº 703, para diferenciar de Jardim de Angicos, o município passou a ser chamado de Jardim do Seridó.

Fonte: Site da Prefeitura Municipal de Jardim do Seridó.