BRASILIA, 27 Ago. 09 / 02:32 pm (ACI).- A Câmara de Deputados do Brasil aprovou o acordo entre o Brasil e a Santa Sé, que reafirma a personalidade jurídica da Igreja Católica no país e contempla o ensino religioso nas escolas; assim como isenção do pagamento de impostos pelas instituições religiosas.
Conforme informa a Conferência Nacional de Bispos Brasileiros (CNBB), o acordo que reconhece o estatuto jurídico da Igreja no país, foi aprovado pelo parlamento na quarta-feira 25 de agosto à noite.
O relator da Comissão da Constituição e Justiça, Antonio Carlos Biscaia, citou cada um dos 20 artigos do acordo assinado entre o presidente Luiz Inácio “Lula” Da Silva e o Papa Bento XVI em novembro de 2008 no Vaticano; e precisou que "todos estão em consonância com o ordenamento jurídico brasileiro e com a Constituição Federal".
"Outros países como a Itália aprova acordos semelhantes com o Vaticano e outras religiões. O Congresso tem legitimidade para aprovar tratados e acordos internacionais", adicionou.
O presidente da CNBB, Dom Geraldo Lyrio Rocha, assinalou em uma entrevista concedida à agência EFE semanas atrás que " O acordo não fere a Constituição, não fere o Estado laico e não reivindica nenhum privilégio para a Igreja Católica. O acordo integra, em um único texto, aquilo que já está na legislação do país, na Constituição e na jurisprudência ".
A norma reconhece legalmente o matrimônio pela Igreja, indicou ANSA. Espera-se agora a aprovação do Senado brasileiro.
Fonte: ACI Digital
Deputados passam acordo entre o Brasil e o Vaticano
. Brasil, Igreja Católica Apostólica Romana, Vaticano 0 comentáriosPostado por Matheus Araújo às 14:56:00
As estatísticas pós-Vaticano II provam!
. Igreja Católica Apostólica Romana, Mundo, Vaticano 0 comentáriosA evidência está nos fatos!
Padres em exercício:
1965 - 58.000
2002 - 45.000
Ordenações:
1965 - 1.575
2002 - 450
Paróquias sem padre:
1965 - 549 (cerca de 1%)
2002 - 2.928 (cerca de 15%)
Seminaristas:
1965 - 49.000
2002 - 4.700
Freiras:
1965 - 180.000
2002 - 75.000
Frades:
1965 - 12.000
2002 - 5.700
Jesuítas:
1965 - 5.277
2002 - 3.172
Franciscanos:
1965 - 2.534
2002 - 1.492
Christian Brothers:
1965 - 2.434
2002 - 959
Redentoristas:
1965 - 1.148
2002 - 349
Colégios Católicos:
1965 - 1.566
2002 - 786
Estudantes de Colégios Católicos:
1965 - 700.000
2002 - 386.000
Escolas Paroquiais:
1965 - 10.504
2002 - 6.623
Estudantes de Escolas Paroquiais:
1965 - 4,5 million
2002 - 1,9 million
Batismo de Crianças:
1965 - 1,3 million
2002 - 1 million
Batismos de Adultos (conversões):
1965 - 126.000
2002 - 80.000
Casamentos Católicos:
1965 - 352.000
2002 - 256.000
Anulamentos:
1965 - 338
2002 - 50.000
Presença Regular à Missa - estudo no.1:
1958 - 74% 74% dos Católicos (pesquisa Gallup)
1994 - 26.6% (estudo da Notre Dame)
Presença Regular à Missa - estudo da Fordham University:
1965 - 65% dos Católicos
2000 - 25%
Misc. (fonte, National Catholic Reporter)
77% acreditam que Católicos não precisam assistir à Missa aos Domingos
65% acreditam que Católicos possam se divorciar e casar novamente
53% acreditam que Católicos possam fazer aborto
10% acreditam no ensinamento da Igreja com relação ao controle de natalidade (fonte: pesquisa da Notre Dame)
70% acreditam que a Eucaristia seja uma "lembrança simbólica" de Nosso Senhor (pesquisa da New York Times)
Postado por Matheus Araújo às 14:44:00
Colunata da Praça de São Pedro, em restauração
. Igreja Católica Apostólica Romana, Vaticano 0 comentários A colunata de Gian Lorenzo Bernini, que abraça a Praça de São Pedro, está sendo restaurada desde o mês de março.
Postado por Matheus Araújo às 13:52:00
Homilia do Papa ao inaugurar o Ano Sacerdotal
. Ano Sacerdotal, Igreja Católica Apostólica Romana, Vaticano 0 comentáriosQueridos irmãos e irmãs: detenhamo-nos para contemplar juntos o Coração traspassado do Crucificado. Mais uma vez, acabamos de escutar, na breve leitura tomada da carta de São Paulo aos Efésios, que “Deus, que é rico em misericórdia, pelo grande amor com que nos amou, quando estávamos mortos em nossos delitos, nos vivificou juntamente com Cristo – pela graça fostes salvos! – e com ele nos ressuscitou e nos fez assentar nos céus, em Cristo Jesus” (Efésios 2, 4-6).
Se é verdade que o convite de Jesus a “permanecer em seu amor” (cf. João 15, 9) se dirige a todo batizado, na festa do Sagrado Coração de Jesus, Dia de Santificação Sacerdotal, este convite ressoa com maior força para nós, sacerdotes, em particular nesta tarde, solene início do Ano Sacerdotal, que convoquei por ocasião do 150º aniversário da morte do Santo Cura de Ars. Vem-me imediatamente à mente uma bela e comovedora afirmação, referida no Catecismo da Igreja Católica: “O sacerdócio é o amor do Coração de Jesus” (n. 1589). Como não recordar com comoção que diretamente desse Coração manou o dom do nosso ministério sacerdotal? Como esquecer que nós, presbíteros, fomos consagrados para servir, humilde e autorizadamente, ao sacerdócio comum dos fiéis? Nossa missão é indispensável para a Igreja e para o mundo, que exige fidelidade plena a Cristo e uma incessante união com Ele; isto é, exige que busquemos constantemente a santidade, como fez São João Maria Vianney. Na carta que vos dirigi por ocasião deste ano jubilar especial, queridos sacerdotes, eu quis sublinhar alguns aspectos que qualificam nosso ministério, fazendo referência ao exemplo e ao ensinamento do Santo Cura de Ars, modelo e protetor de todos os sacerdotes, em particular dos párocos. Espero que este meu texto vos sirva de ajuda e estímulo para fazer deste ano uma ocasião propícia para crescer na intimidade com Jesus, que conta conosco, seus ministros, para difundir e consolidar seu Reino, para difundir seu amor, sua verdade. E, portanto, “a exemplo do Santo Cura de Ars, deixai-vos conquistar por Ele e sereis, também vós, no mundo de hoje, mensageiros de esperança, reconciliação e paz”.
Deixar-se conquistar totalmente por Cristo! Este foi o objetivo de toda a vida de São Paulo, a quem dirigimos nossa atenção durante o Ano Paulino, que já está terminando; esta foi a meta de todo o ministério do Santo Cura de Ars, a quem invocaremos particularmente durante o Ano Sacerdotal; que este seja também o principal objetivo de cada um de nós. Para ser ministros ao serviço do Evangelho, é certamente útil e necessário o estudo com uma atenta e permanente formação pastoral, mas é ainda mais necessária essa “ciência do amor”, que só se aprende de “coração a coração” com Cristo. Ele nos chama a partir o pão do seu amor, a perdoar os pecados e a guiar o rebanho em seu nome. Precisamente por este motivo, não podemos nos afastar nunca do manancial do amor que é seu Coração atravessado na cruz.
Somente assim seremos capazes de cooperar eficazmente com o misterioso “desígnio do Pai”, que consiste em “fazer de Cristo o coração do mundo”, desígnio que se realiza na história na medida em que Jesus se converte no Coração dos corações humanos, começando por aqueles que estão chamados a estar mais perto d’Ele, os sacerdotes. As “promessas sacerdotais” que pronunciamos no dia da nossa ordenação e que renovamos cada ano, na Quinta-Feira Santa, na Missa Crismal, voltam a nos recordar este constante compromisso. Inclusive nossas carências, nossos limites e fraquezas devem nos conduzir ao Coração de Jesus. Se é verdade que os pecadores, ao contemplá-lo, devem aprender a necessária “dor dos pecados” que volta a conduzi-los ao Pai, isso se aplica ainda mais aos ministros sagrados. “Como esquecer que nada faz a Igreja, Corpo de Cristo, sofrer mais que os pecados dos seus pastores, sobretudo daqueles que se convertem em “ladrões de ovelhas” (João 10, 1ss), seja porque as desviam com suas doutrinas privadas, seja porque as atam com os laços do pecado e da morte? Também para nós, queridos sacerdotes, aplica-se o chamado à conversão e a recorrer à Misericórdia Divina, e igualmente devemos dirigir com humildade incessante a súplica ao Coração de Jesus para que nos preserve do terrível risco de causar dano àqueles a quem devemos salvar.
Há pouco, pude venerar, na Capela do Coro, a relíquia do Santo Cura de Ars: seu coração. Um coração inflamado de amor divino, que se comovia frente ao pensamento da dignidade do sacerdote e falava aos fiéis com tons tocantes e sublimes, afirmando que “depois de Deus, o sacerdote é tudo!... Ele próprio não se entenderá bem a si mesmo, senão no céu” (cf. Carta para o Ano Sacerdotal). Cultivemos, queridos irmãos, esta mesma comoção, seja para cumprir nosso ministério com generosidade e dedicação, seja para custodiar na alma um verdadeiro “temor de Deus”: temor de poder privar de tanto bem, por nossa negligência ou culpa, as almas que nos foram confiadas, ou de poder causar-lhes dano. Que Deus não o permita! A Igreja tem necessidade de sacerdotes santos, de ministros que ajudem os fiéis a experimentar o amor misericordioso do Senhor e sejam suas testemunhas convictas. Na adoração eucarística, após a celebração das Vésperas, pediremos ao Senhor que inflame o coração de cada presbítero com essa caridade pastoral capaz de fundir seu “eu” no de Jesus sacerdote, para assim poder imitá-lo na mais completa entrega de si mesmo. Que nos obtenha esta graça a Virgem Mãe, de quem amanhã contemplaremos com viva fé o Coração Imaculado. O Santo Cura de Ars vivia uma filial devoção por ela, até o ponto de que, em 1836, antecipando-se à proclamação do dogma da Imaculada Conceição, já havia consagrado sua paróquia a Maria “concebida sem pecado”. E manteve o costume de renovar frequentemente esta oferenda da paróquia à Santa Virgem, ensinando aos fiéis que “basta dirigir-se a ela para ser escutados”, pela simples razão de que ela “deseja sobretudo ver-nos felizes”. Que Nossa Senhora, nossa Mãe, nos acompanhe no Ano Sacerdotal que iniciamos hoje, para que possamos ser guias firmes e iluminados para os fiéis que o Senhor confia aos nossos cuidados pastorais. Amém!
© Copyright 2009 - Libreria Editrice Vaticana]
Postado por Matheus Araújo às 13:45:00
Novo site vaticano para Ano Sacerdotal
. Igreja Católica Apostólica Romana, Mundo, Vaticano 0 comentáriosA Congregação para o Clero lançou um site dedicado ao Ano Sacerdotal, inaugurado nesta sexta-feira por Bento XVI, http://www.annussacerdotalis.org/.
O cardeal Cláudio Hummes, OFM, prefeito da congregação vaticana, fez o anúncio através de um comunicado no qual explica que esta iniciativa pretende acompanhar a vida dos sacerdotes, de maneira particular ao longo deste ano.
O site “tem como específica finalidade a ajuda concreta, com notas espirituais, notícias várias e documentos, todos referentes ao Ano Sacerdotal”, esclarece o purpurado brasileiro.
“O Ano Sacerdotal está sendo muito bem recebido no mundo inteiro – constata o cardeal Hummes. A repercussão positiva é imediata. Participemos, portanto, com empenho e criatividade.”
O novo site está disponível em espanhol, italiano, francês, alemão e português.
Postado por Matheus Araújo às 13:30:00
Bento XVI: diante da crise, um novo modelo de desenvolvimento
. Igreja Católica Apostólica Romana, Mundo, Vaticano 0 comentários
queridos amigos:
Obrigado pela visita, que acontece no contexto de vossa reunião anual. Saúdo-vos com afeto e agradeço pelo que fazeis, com sincera generosidade, a serviço da Igreja. Saúdo e agradeço o conde Lorenzo Rossi di Montelera, vosso presidente, que traduziu com fina sensibilidade vossos sentimentos, expondo em grandes linhas a atividade da Fundação. Agradeço também aqueles que, em idiomas diferentes, quiseram testemunhar sua comum devoção. O encontro de hoje assume um significado e um valor particular à luz da situação que a humanidade toda vive neste momento. A crise financeira e econômica que atingiu os países industrializados, os emergentes e os que estão em vias de desenvolvimento demonstra que há que repensar alguns paradigmas econômico-financeiros dominantes nos últimos anos. Portanto, vossa fundação acertou ao discutir, neste congresso internacional celebrado ontem, o tema da busca dos valores e regras que deveriam orientar o mundo econômico para implementar um modelo de desenvolvimento mais atento às exigências da solidariedade e mais respeitoso da dignidade humana.
Constato também, como satisfação, tudo o que estais fazendo a favor do Pontifício Instituto para os Estudos Árabes e Islâmicos (PISAI), a cujas finalidades, compartilhadas por vós, atribuo um grande valor para o diálogo inter-religioso cada vez mais fecundo. Queridos amigos: obrigado mais uma vez por vossa visita; asseguro a cada um de vós uma recordação na oração, enquanto vos abençoo de coração.
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Postado por Matheus Araújo às 13:56:00
Patrizio Polisca, novo médico de Bento XVI
. Igreja Católica Apostólica Romana, Vaticano 1 comentários
O Dr. Renato Buzzonetti se retira por motivos de idade
CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 15 de junho de 2009 (ZENIT.org).- Bento XVI nomeou como subdiretor da Direção de Saúde do Estado da Cidade do Vaticano o Dr. Patrizio Polisca, que assume ao mesmo tempo o cargo de médico pessoal do Papa, segundo anunciou a Santa Sé nesta segunda-feira.
O Dr. Polisca substitui o Dr. Renato Buzzonetti, de 85 anos, que serviu o Vaticano durante os últimos quatro pontificados, a quem o Papa nomeou “arquiatra” (médico) pontifício emérito, como sinal de reconhecimento.
Patrizio Polisca, de 56 anos, especialista em cardiologia, anestesia, reanimação e professor no Instituto de Cardiocirurgia da Universidade Tor Vergata, de Roma, colaborava com Buzzonetti há algum tempo nos cuidados do pontífice.
Polisca é, além disso, presidente da Comissão Médica da Congregação para as Causas dos Santos e, em virtude deste cargo, escreveu um artigo na edição italiana de L’Osservatore Romano de 12-13 de junho, no qual explica os critérios que os médicos levam em consideração para declarar que uma cura é cientificamente inexplicável.
Por sua parte, o Dr. Buzzonetti trabalhou 44 anos nos serviços de saúde da Cidade do Vaticano, ocupando-se não somente dos papas, mas também de cardeais, bispos, sacerdotes religiosos e dependentes leigos da Santa Sé.
Ele prestou sua obra profissional com discrição e profissionalismo, sempre com espírito de abnegação e entrega à pessoa do Papa”, explica a edição desta terça-feira de L’Osservatore Romano, recordando que “ele gozou da máxima confiança do falecido João Paulo II, quem o nomeou como seu médico pessoal, e de Bento XVI, quem o confirmou neste cargo, ao conhecer suas qualidades profissionais e humanas nos anos em que, como cardeal, confiou-se aos seus cuidados”.
“Agora ele se retira à vida privada para recolher as lembranças de uma longa e singular carreira realizada à sombra da Cúpula da Basílica de São Pedro. A ele se dirige o reconhecido agradecimento pelo bem que pôde realizar a favor de tantas pessoas”, acrescenta L’Osservatore Romano.
Durante os 27 anos de pontificado, Buzzonetti foi a sombra de João Paulo II, a quem acompanhou em todas as viagens pelo mundo e esteve ao seu lado após o atentado que sofreu na Praça de São Pedro em 13 de maio de 1981, e durante as diferentes intervenções cirúrgicas às quais o Papa Karol Wojtyla foi submetido no Hospital Agostiniano Gemelli de Roma.
Fonte: Zenit
Postado por Matheus Araújo às 13:39:00
Secularização interna da Igreja
. Igreja Católica Apostólica Romana, Vaticano 0 comentários"Mesmo dentro da Igreja enfrentamos o risco da secularização, que pode conduzir ao esvaziamento da eucaristia, em celebrações vazias, onde a participação de coração pleno era expresso na adoração mas também no respeito litúrgico".
Bento XVI alertou para a "tentação de reduzir a oração a momentos superficiais e deixar as atividades e preocupações tomarem conta de nós", um sintoma que indica "é sempre mais forte".
Durante a homilia da eucaristia o Papa afirmou que as palavras "este é o meu corpo, este é o meu sangue", tomadas do Evangelho de Marcos, "ressoam com notável poder evocativo ainda hoje".
Ao afirmar "este é o meu sangue", Jesus "apresenta-se como o verdadeiro e definitivo sacrifício, no qual se realiza a expiação dos pecados". Com o acréscimo da expressão "o sangue da aliança", Jesus "deixa claro que, graças a sua morte, finalmente se torna efetiva a aliança feita por Deus com seu povo", explicou o Papa.
Foi durante a última ceia que definitivamente se deu a nova aliança, "não confirmada por sacrifícios de animais, mas com o seu sangue, tornado sangue da nova aliança".
Bento XVI referiu que a Cruz "é mistério de amor e de salvação, que purifica a consciência da ‘opere morte', isto é, do pecado, e santifica-nos, esculpindo a nova aliança em nossos corações; a Eucaristia, renovando o sacrifício da Cruz, faz-nos capazes de viver fielmente a comunhão com Deus."
Postado por Matheus Araújo às 23:12:00
Novas faculdades da Congregação para o Clero
. Igreja Católica Apostólica Romana, Vaticano 0 comentáriosFala o secretário do dicastério, Dom Mauro Piacenza
ROMA, domingo, 7 de junho de 2009 (ZENIT.org).- O secretário da Congregação para o Clero, Dom Mauro Piacenza, falou na sexta-feira à Rádio Vaticano sobre as novas faculdades concedidas pelo Papa à Congregação para o Clero. Reproduzimos as considerações do arcebispo.
–Nos últimos dias houve uma grande repercussão a questão das “faculdades” concedidas pelo Santo Padre à Congregação para o Clero. De que realmente se trata?
Dom Mauro Piacenza: Não é uma simplificação de procedimentos ou um processo simplificado, mas um instrumento jurídico em continuidade e em coerência com o direito canônico vigente. Não se trata, muito menos, de um procedimento que se aplica automaticamente, mas que deve ser seguido só em alguns e muito bem determinados casos, ao prudente juízo da Sé Apostólica.
De fato, imutáveis e intactos são os direitos e os deveres dos Bispos no exercício da função judiciária. O Bispo deve vigiar sempre para que o presbítero seja fiel no cumprimento dos seus deveres ministeriais. O Bispo diocesano deve acompanhar os seus presbíteros com solicitude, também tutelando os seus direitos. A grande maioria dos sacerdotes vive serenamente, na vida ordinária, a própria identidade e desempenha fielmente o próprio ministério. A Santa Sé intervém de forma subsidiária, em casos particulares, para reparar o escândalo, restabelecer a justiça e emendar o réu.
–Na prática, em que implicam essas faculdades especiais?
–Dom Mauro Piacenza: Note-se que, infelizmente, algumas vezes podem ocorrer situações de grave indisciplina por parte do clero, onde os meios adotados, que visam a sua superação, não sejam eficazes e, em tais situações, corre-se o risco de procrastinar-se excessivamente, com grave escândalo para os fiéis e dano ao bem comum.
Com a intenção de promover a ‘salus animarum’, que é a suprema lei da Igreja, no dia 30 de janeiro último, o Sumo Pontífice concedeu à Congregação para o Clero algumas faculdades especiais. Precedentemente, também foram concedidas faculdades especiais a outros Dicastérios da Cúria Romana.
Trata-se, antes de tudo, da faculdade de tratar os casos de demissão do estado clerical “in poenam”, com a respectiva dispensa de todas as obrigações inerentes à ordenação, de clérigos que atentaram matrimônio mesmo só civilmente e que, admoestados, não se emendaram, persistindo em uma conduta irregular e escandalosa, e de clérigos que cometeram outros graves delitos contra o Sexto Mandamento do Decálogo.
A especial faculdade de intervir para infligir uma justa pena ou uma penitência, nos casos de violação externa da lei divina e canônica. Em casos realmente excepcionais e urgentes, quando se configurar a falta de vontade de emenda por parte do réu, se poderá também infligir penas perpétuas, sem exclusão da demissão do estado clerical, quando circunstâncias particulares assim o exigirem.
Naturalmente, todo e qualquer eventual caso deverá ser instruído através de um legítimo procedimento administrativo, ressalvado sempre o direito de defesa, que deve ser sempre garantido.
E, finalmente, a faculdade especial de declarar a perda do estado clerical dos clérigos que abandonaram o ministério por um período superior a 5 anos consecutivos e que persistam em tal ausência voluntária e ilícita do ministério.
Nada feito de modo automático. Não há “automatismo” nos tempos, os casos são avaliados singularmente e sempre em situações graves. Que ninguém pense superficialmente em algum tipo de simplificação genérica em matéria tão delicada. Nada de “automatismo”, mas de crivo e crivo rigoroso!
–Portanto, tais faculdades, de fato, ajudam aos sacerdotes?
–Dom Mauro Piacenza: Chegou-se à concessão de tais faculdades com o vivo desejo de contribuir para com o honrar a missão e a figura dos sacerdotes que, neste período difusamente marcado pela secularização, são agravados pela fatiga de ter que pensar e agir contracorrente, para a fidelidade à própria identidade e missão.
Os sacerdotes agem ‘in persona Christi Capitis et Pastoris’. Em meio ao rebanho a eles confiado, os presbíteros são chamados a prolongar a presença de Cristo, fazendo-se seu reflexo. Eis porque é necessária, ou melhor, indispensável, a tensão verso a perfeição moral, que deve habitar em todo coração autenticamente sacerdotal, sem dar lugar a falsos “angelicalismos”, mas tendo em vista a estrutura antropológica humana. Tal estrutura, ferida pelo pecado original, exige a contínua ascese do sacerdote, na fidelidade às promessas feitas no dia da Ordenação e com profundo respeito pelos intangíveis direitos de Deus.
Tudo isto é particularmente importante também para compreender a motivação teológica do celibato sacerdotal, porque a vontade da Igreja a tal propósito, encontra a sua motivação última na ligação de especialíssima conveniência, entre o celibato e a Ordenação. Tal ato sacramental configura o sacerdote a Jesus Cristo, Cabeça e Esposo da Igreja. Por isso, a Igreja confirmou – no Concílio Vaticano II, repetidamente, no sucessivo Magistério Pontifício e nos Sínodos – a “firme vontade de manter a lei que exige o celibato livremente aceito e perpétuo para os candidatos a ordenação sacerdotal no rito latino”. O celibato sacerdotal é um dom que a Igreja recebeu e deseja guardar, convicta que é um bem para si mesma e para o mundo.
–Que deseja aos sacerdotes?
–Dom Mauro Piacenza: Esta Congregação espera que cada Bispo se empenhe, cada vez mais, com autêntica paternidade e caridade pastoral, para que os seus mais preciosos colaboradores saibam viver a disciplina eclesiástica como discipulado e possam viver a disciplina própria da vida sacerdotal com motivações interiores profundas, conscientes de que nada vale o afã do “fazer” quotidianamente, sem o “ser em Cristo”, tal como se atesta na experiência da Sua Divina Misericórdia.
Postado por Matheus Araújo às 22:29:00
Palavras do Papa
. Igreja Católica Apostólica Romana, Mundo, Vaticano 0 comentáriosBento XVI lembra que cristão amadurecido é aquele que segue a Cristo, não às modas
Ao encontrar-se com os Bispos de Angola e São Tomé na última fase de sua viagem a África, o Papa Bento XVI lembrou que "o cristão de fé adulta e amadurecida não é o que segue as modas e as últimas novidades, mas sim aquele que vive profundamente enraizado na amizade com Cristo".
Da sede da Nunciatura Apostólica de Luanda, Bento XVI afirmou que "contra um relativismo difundido que nada reconhece como definitivo e porém, tende a defender como última medida o próprio eu e os seus caprichos, propomos outra medida: o Filho de Deus, que também é verdadeiro homem. Ele é a medida do verdadeiro humanismo".
O Pontífice precisou que a amizade com Cristo "abre-nos para tudo o que é bom e nos oferece o critério para discernir entre o erro e a verdade".
Do mesmo modo, advertiu que "a cultura e os modelos de comportamento estão cada vez mais condicionados e caracterizados pelas imagens propostas pelos meios de comunicação social". Neste contexto, disse, "são louváveis todos seus esforços por ter, também neste nível, uma capacidade de comunicação que lhes capacite para oferecer a todos uma interpretação cristã dos eventos, dos problemas e das realidades humanas".
Mais uma vez, o Santo Padre destacou as "dificuldades e ameaças" que encontra a família, a qual "tem uma particular necessidade de ser evangelizada e concretamente sustentada, porque além da fragilidade e instabilidade interna de tantas uniões conjugais, existe a tendência difundida na sociedade e na cultura de pôr em dúvida o caráter único e a missão própria da família fundada no matrimônio".
"Em vossa solicitude de pastores por cada ser humano, continuai elevando a voz em defesa do caráter sagrado da vida humana e do valor da instituição matrimonial e pela promoção do papel da família na Igreja e na sociedade, pedindo medidas econômicas e legislativas que as sustentem na geração e na educação dos filhos", indicou.
Bento XVI critica falsificações da religião católica
O Papa Bento XVI criticou na sexta-feira em Varsóvia, diante de 270 mil fiéis molhados pela chuva, as falsificações da religião católica, em plena polêmica provocada pelo sucesso mundial do filme "O Código Da Vinci". "Atualmente, como já aconteceu em séculos passados, pessoas ou grupos tentam falsificar a palavra de Cristo e retirar suas verdades do Evangelho", protestou o Sumo Pontífice. Na primeira grande missa de sua viagem de quatro dias a Polônia, o papa se esforçou para falar em polonês e emocionou os católicos presentes. O Papa alemão iniciou a homilia com uma homenagem ao "bem-amado antecessor" e lembrou que seu pontificado de 26 anos foi marcado por profundas mudanças políticas, tanto na Polônia como no mundo inteiro. Assim como João Paulo II, pediu aos poloneses, 90% católicos, que "continuem fiéis à palavra de Cristo, mesmo quando esta é exigente e humanamente difícil de compreender". Bento XVI insistiu na permanência da fé católica, transmitida ao longo de toda a história "de geração para geração". Também reiterou o pedido, repetido desde o início do pontificado, de "não ceder à tentação do relativismo e da interpretação subjetiva e seletiva das escrituras sagradas". "Segundo estas pessoas, esta verdade é muito incômoda para o homem moderno. Se trata de criar a impressão de que tudo é relativo e que, inclusive, as verdades da fé dependeriam da situação histórica e da avaliação humana", comentou.
Bento XVI pede que freiras e padres sejam "castos e sóbrios"
O papa Bento XVI pediu às freiras e aos padres de todo o mundo que sejam "castos e sóbrios" e evitem "o aburguesamento e a mentalidade consumista". O pedido do Papa foi feito aos superiores e superioras gerais dos institutos de Vida Consagrada e sociedades de Vida Apostólica que foram recebidos no Vaticano para uma audiência especial. "Para pertencer totalmente ao Senhor as pessoas consagradas devem manter um estilo de vida casto" assim como "renunciar à necessidade de aparentar" e manter "um estilo de vida sóbrio e modesto", afirmou o Papa em sua mensagem. Bento XVI denunciou "a cultura secularizada que penetrou na mente e no coração de muitos consagrados, que a entendem como uma forma de acesso à modernidade e de aproximação com o mundo contemporâneo", disse. O Papa teme também que os religiosos estejam afetados "pela insídia da mediocridade, do aburguesamento e da mentalidade consumista". "São necessárias decisões corajosas, tanto pessoais como comuns, que envolvam uma nova disciplina na vida das pessoas consagradas e as levem a descobrir a dimensão totalizante da 'sequela Christi' (seguimento de Cristo)", acrescentou. "Os consagrados e consagradas" não devem "se conformar com a mentalidade deste século, e sim se transformar e renovar continuamente o próprio compromisso, para poder discernir a vontade de Deus", concluiu.
Fontes: ACI Digital e Brasil Católico
Postado por Matheus Araújo às 14:22:00
Vaticano: «pequeno Estado para uma grande missão», segundo Papa
. Igreja Católica Apostólica Romana, Vaticano 0 comentáriosEm seu discurso na comemoração do 80º aniversário dos Pactos Lateranense
CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009 (ZENIT.org).- O Vaticano é «um pequeno pedaço de terra para uma grande missão», recordou hoje o Papa, ao concluir o concerto com o qual se comemorou, na Sala Paulo VI, os 80 anos de existência do Estado Cidade do Vaticano.
O Papa fez próprio o título do congresso organizado para estudar a história do Estado e, ainda que não pretendesse aprofundar «em um discurso sobre este evento histórico sobre o qual vários especialistas estão oferecendo sua contribuição», dedicou um reconhecimento «a todos que foram protagonistas destas oito décadas de história».
Bento XVI quis recordar especialmente o Papa Pio XI, quando, ao anunciar a assinatura dos Pactos Lateranenses e a constituição do Estado, fez sua a frase de São Francisco de Assis: «Ele disse que a nova realidade soberana era para a Igreja, como para o Pobrezinho, esse pouco de corpo que bastava para estar unido à alma.
O Papa pediu orações para que o Senhor «continue velando por este pequeno Estado», especialmente por «quem está dirigindo a Barca, o Sucessor de Pedro, para que possa desenvolver com fidelidade e eficazmente seu ministério a favor da unidade da Igreja Católica, que tem no Vaticano seu centro visível e se expande até os confins do mundo».
O concerto aconteceu na presença do Papa e da Cúria Romana, e consistiu na execução do Oratório «Messias» de Handel, pela Orquestra da Rádio Televisão Irlandesa (RTE) e pelo Coro da Catedral de Dublin, Our Lady's Choral Society, dirigido por Proinnsías Ó Duinn.
Confira o Vaticano em tempo real clicando AQUI!
Postado por Matheus Araújo às 23:37:00
Mensagem do Papa para o Dia Mundial do Doente
. Igreja Católica Apostólica Romana, Mundo, Vaticano 0 comentáriosNo Dia Mundial do Enfermo, que celebramos em 11 de Fevereiro, memória litúrgica da Bem-aventurada Maria, Virgem de Lurdes, as Comunidades diocesanas reúnem-se com os seus bispos em momentos de oração, para reflectir e programar iniciativas de sensibilização sobre as realidades do sofrimento. O Ano Paulino, que estamos celebrando, oferece a ocasião propícia para determo-nos e meditarmos com o Apóstolo Paulo sobre o facto que, “assim como os sofrimentos de Cristo são copiosos para nós, assim também por Cristo é copiosa a nossa consolação” (2 Cor 1,5).
A relação espiritual com Lurdes evoca também a materna solicitude da Mãe de Jesus pelos irmãos de seu Filho “que, entre perigos e angústias, caminham ainda na terra, até chegarem à pátria bem-aventurada” (Lumen Gentium, 62).
Este ano, a nossa atenção se dirige particularmente às crianças, criaturas mais frágeis e indefesas; e entre elas, às crianças enfermas e sofredoras. Pequenos seres humanos levam em seus corpos consequências de enfermidades que causam invalidez; outros lutam contra males hoje ainda incuráveis, não obstante o progresso da medicina e a assistência de válidos cientistas e profissionais do campo da saúde. Existem crianças feridas no corpo e na alma em conflitos e guerras, e outras ainda, vítimas inocentes do ódio de insensatas pessoas adultas. Existem meninos e meninas “de rua”, carentes do calor de uma família e abandonados a si mesmos; e menores profanados por pessoas sem escrúpulos, que violam a sua inocência, provocando sequelas psicológicas que as marcarão pelo resto da vida.
Não podemos ignorar o incalculável número de menores que morrem por causas como sede, fome, carência de assistência sanitária, assim como os pequenos refugiados, fugiram das suas terras com os pais em busca de melhores condições de vida. De todas estas crianças, eleva-se um silencioso grito de dor que interpela nossas consciências de homens e cristãos.
A comunidade cristã, que não pode ficar indiferente diante de situações tão dramáticas, sente o dever premente de intervir. Com efeito, como escrevi na Encíclica «Deus Caritas Est», “A Igreja é a família de Deus no mundo. Nesta família, não deve haver ninguém que sofra por falta do necessário” (25, b). Auspicio, portanto, que o Dia Mundial do Enfermo ofereça também a oportunidade às comunidades paroquiais e diocesanas de assumirem sempre mais a consciência de ser “família de Deus”, e as encoraje a tornar visível em aldeias, bairros e cidades, o amor do Senhor, que pede que “na própria Igreja enquanto família, nenhum membro sofra porque passa necessidade.” (ibid.). O testemunho da caridade faz parte da própria vida de toda comunidade cristã. Desde os seus inícios, a Igreja traduziu os princípios evangélicos em gestos concretos, como lemos nos Actos dos Apóstolos. Hoje, apesar das novas condições de assistência sanitária, sente-se a necessidade de uma colaboração mais estreita entre os profissionais da saúde que actuam em diversas instituições médicas e as comunidades eclesiais presentes no território. Nesta perspectiva, confirma-se todo o seu valor do Hospital Pediátrico Menino Jesus, instituição ligada à Santa Sé que celebra este ano 140 anos de vida.
Vamos além. Visto que toda criança enferma pertence a uma família que compartilha seu sofrimento, frequentemente com graves dificuldades, as comunidades cristãs não podem deixar de ajudar os núcleos familiares atingidos pela doença de um filho ou filha. Seguindo o exemplo do “Bom Samaritano”, é preciso inclinar-se às pessoas tão duramente provadas e oferecer-lhes o amparo de uma solidariedade concreta. Desta forma, a aceitação e a partilha do sofrimento se traduzem em útil apoio às famílias das crianças doentes, gerando nestas um clima de serenidade e esperança, e fazendo sentir a seu redor uma ampla família de irmãos e irmãs em Cristo. A compaixão de Jesus pelo pranto da viúva de Nain (cfr Lc 7,12-17) e pela implorante oração de Jairo (cfr Lc 8,41-56) são, entre outras coisas, pontos de referência para aprender a compartilhar os momentos de aflição física e moral de tantas famílias. Tudo isso pressupõe um amor desinteressado e generoso, reflexo e sinal do amor misericordioso de Deus, que nunca abandona seus filhos na provação, mas lhes oferece sempre admiráveis recursos de coração e inteligência para serem capazes de enfrentar adequadamente as dificuldades da vida.
A dedicação quotidiana e o empenho contínuo ao serviço das crianças enfermas constituem um testemunho eloquente de amor à vida humana, de modo especial, à vida de quem é vulnerável e totalmente dependente dos outros. É preciso afirmar, com vigor, a absoluta e suprema dignidade de toda vida humana. Com o passar dos tempos, o ensinamento que a Igreja incessantemente proclama não muda: a vida humana é bela e deve ser vivida em plenitude, mesmo quando é frágil e envolvida no mistério do sofrimento. É a Jesus, crucificado, que devemos dirigir o nosso olhar: morrendo na Cruz, Ele quis compartilhar a dor de toda a humanidade. Em seu ‘sofrer por amor’, percebemos uma suprema co-participação aos sofrimentos dos pequenos doentes e de seus pais. Meu venerado predecessor, João Paulo II, que ofereceu um exemplo luminoso da aceitação paciente do sofrimento, especialmente no final de sua vida, escreveu: “Na Cruz está o «Redentor do homem», o Homem das dores, que assumiu sobre si os sofrimentos físicos e morais dos homens de todos os tempos, para que estes possam encontrar no amor o sentido salvífico dos próprios sofrimentos e respostas válidas para todas as suas interrogações " (Salvifici doloris, 31).
Desejo agora expressar o meu apreço e encorajamento às Organizações internacionais e nacionais que assistem as crianças doentes, especialmente nos países pobres, e que com generosidade e abnegação, oferecem a sua contribuição para assegurar-lhes cuidados adequados e amorosos. Ao mesmo tempo, dirijo um apelo aos responsáveis das Nações para que sejam reforçadas as leis e medidas em favor de crianças doentes e de suas famílias. A Igreja, por sua vez, como sempre, e ainda mais quando a vida de crianças está em jogo, se faz disponível para oferecer a sua cordial colaboração, na intenção de transformar toda a civilização humana em «civilização do amor» (cfr Salvifici doloris, 30).
Concluindo, gostaria de expressar a minha proximidade espiritual a todos vocês, queridos irmãos e irmãs que sofrem por alguma enfermidade. Dirijo uma saudação carinhosa às pessoas que os assistem: Bispos, sacerdotes, pessoas consagradas, agentes de saúde, voluntários e todos os que se dedicam com amor a curar e aliviar o sofrimento de quem é atingido pela doença. Uma saudação toda especial a vocês, queridas crianças enfermas e que sofrem: o Papa as abraça com carinho paterno, assim como a seus pais e familiares, e lhes assegura uma recordação na oração, convidando-os a confiar na materna ajuda da Imaculada Virgem Maria, que contemplamos mais uma vez no último Natal enquanto abraçava com alegria o Filho de Deus feito menino. Ao invocar para vocês e para todos os enfermos a materna protecção da Virgem Santa, Saúde dos Enfermos, concedo a todos, de coração, uma especial Bênção Apostólica".
Vaticano, 2 de Fevereiro de 2009
Tradução Rádio Vaticano com Agência ECCLESIA
Fonte: Zenit
Postado por Matheus Araújo às 15:39:00
Só a presença de Deus pode curar profundamente o homem, afirma Papa
. Igreja Católica Apostólica Romana, Mundo, Vaticano 0 comentáriosA ação da Igreja neste campo «mostra o rosto de Deus»
Por Inma Álvarez
CIDADE DO VATICANO, domingo, 8 de fevereiro de 2009 (ZENIT.org).- O Papa dedicou hoje sua tradicional reflexão durante a oração do Ângelus, com os peregrinos congregados na Praça de São Pedro, a refletir sobre a enfermidade, em linha com a mensagem para a Jornada Mundial do Enfermo, que será celebrada na próxima quarta-feira.
À luz do Evangelho do dia, o Papa recordou que «a experiência de cura dos enfermos ocupou boa parte da missão pública de Cristo e nos convida uma vez mais a refletir sobre o sentido e o valor da enfermidade em toda situação em que possa encontrar-se o ser humano».
Bento XVI quis refletir sobre a realidade da enfermidade, que, «ainda que faça parte da existência humana, nunca conseguimos habituar-nos a ela».
A razão, explicou, não é que «às vezes chegue a ser pesada e grave», mas que «essencialmente estamos feitos para a vida, para a vida completa».
«Nosso «instinto interior» nos faz pensar em Deus como plenitude de vida, e mais, como Vida eterna e perfeita.
Quando somos provados pelo mal e nossas orações parecem resultar vãs, surgem em nós a dúvida e, angustiados, nos perguntamos: qual é a vontade de Deus?».
A esta profunda questão da existência humana quis responder Jesus com um sinal: as numerosas curas.
«Jesus não deixa dúvidas: Deus – do qual Ele mesmo revelou seu rosto – é o Deus da vida, que nos livra de todo mal», afirmou.
Neste sentido, as curas de Jesus «são sinais: guiam para a mensagem de Cristo, nos guiam para Deus e nos dão a entender que a verdadeira e mais profunda enfermidade do homem é a ausência de Deus, da fonte da verdade e do amor».
«Só a reconciliação com Deus pode dar-nos a verdadeira cura, a verdadeira vida, porque uma vida sem amor e sem verdade não seria verdadeira vida. O Reino de Deus é precisamente a presença de verdade e de amor, e assim é cura no profundo de nosso ser», acrescentou o Papa.
Ação da Igreja
Esta obra curativa de Jesus «se prolonga na Igreja», explica o Papa, mediante os sacramentos e mediante a assistência aos enfermos, que mostra «o rosto de amor de Deus».
«Quantos cristãos – sacerdotes, religiosos e leigos – emprestaram e querem continuar emprestando em todas as partes do mundo suas mãos, seus olhos e seus corações a Cristo, verdadeiro médico dos corpos e das almas!», acrescentou o Papa.
O Papa pediu especialmente «por todos os enfermos, especialmente pelos mais graves, que não podem de nenhuma forma prover a si mesmos, mas que dependem totalmente dos cuidados de outros».
«Que cada um deles possa experimentar, na solicitude de quem está perto, o poder do amor de Deus e a riqueza de sua graça que nos salva», concluiu.
Por sua parte, o Papa anunciou que na quarta-feira, Jornada Mundial do Enfermo, tem previsto encontrar-se com os enfermos e os peregrinos que irão à Basílica de São Pedro, e deu uma especial benção «a todos os enfermos, aos agentes de saúde e aos voluntários de todas partes do mundo».
Postado por Matheus Araújo às 15:09:00
Papa viverá aniversário da morte de João Paulo II com jovens
. Igreja Católica Apostólica Romana, Vaticano 0 comentáriosEm 2 de abril, ao anoitecer
CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009 (ZENIT.org).- Bento XVI viverá neste ano o 4º aniversário do falecimento de João Paulo II junto a milhares de jovens, segundo o calendário das celebrações presididas pelo Santo Padre publicado nesta quinta-feira.
Ele o fará presidindo em 2 de abril, às 18h, na basílica vaticana, uma santa missa à qual estão convidados em particular os jovens de Roma.
Será ao mesmo tempo o tradicional encontro que o Papa tem todos os anos com os jovens de sua diocese em preparação da Jornada Mundial da Juventude, que este ano se viverá no âmbito local, nas dioceses três dias depois, no Domingo de Ramos.
Bento XVI reviverá a noite de 4 anos atrás, na qual os fiéis que lotavam a Praça de São Pedro, muitos deles jovens, acompanharam a morte de Karol Wojtyla com a oração.
Trata-se de uma das celebrações destacadas no calendário do Papa previsto para o mês de fevereiro até abril, que se caracteriza também por sua primeira viagem à África.
Em 21 de fevereiro, o calendário prevê que às 11h, na Sala Clementina do Palácio Apostólico Vaticano, aconteça um consistório para algumas causas de canonização.
Em 25 de fevereiro, Quarta-feira de Cinzas, o Papa participará, na basílica de Santo Anselmo, às 16h30, da procissão penitencial. Às 17h, na basílica de Santa Sabina, presidirá a santa missa, com a benção e imposição da cinzas.
Em 1º de março, primeiro domingo da Quaresma, na capela Redemptoris Mater do Vaticano, o Papa começará junto à Cúria Romana, às 18h, os Exercícios Espirituais. Concluirá às 9h de 7 de março.
Como já se anunciou, de 17 a 23 de março, o pontífice realizará sua viagem apostólica a Camarões e Angola.
Em 29 de março, V Domingo de Quaresma, o bispo de Roma realizará uma visita pastoral à paróquia romana da Santa Face de Jesus, no bairro popular da Magliana.
Três dias depois da celebração do aniversário de falecimento de João Paulo II, em 5 de abril, Domingo de Ramos, na Praça de São Pedro, às 9h30, o Papa abençoará as palmas e presidirá a procissão e a santa missa.
Como é tradição, em 9 de abril, Quinta-Feira Santa, às 9h30, na basílica vaticana, concelebrará a Santa Missa do Crisma com os sacerdotes e bispos presentes na Cidade Eterna.
Às 17h30, na basílica de São João de Latrão, catedral do Papa, ele dará início ao tríduo pascal, celebrando a Santa Missa da Ceia do Senhor.
Em 10 de abril, Sexta-feira Santa, às 17h, na basílica vaticana, participará da celebração da Paixão do Senhor. Às 21h15, no Coliseu, Via Sacra.
Em 11 de abril, Sábado Santo, às 21h, na basílica vaticana, o Papa dará início à Vigília Pascal da Noite Santa.
No Domingo de Páscoa, às 10h30, na Praça de São Pedro, celebrará a santa missa do Dia de Ressurreição. Às 12h, desde o balcão central da basílica, enviará a benção Urbi et Orbi, acompanhada ao vivo por canais de televisão do mundo inteiro.
Postado por Matheus Araújo às 10:57:00
Papa convida ao jejum e à esmola na Quaresma
. Igreja Católica Apostólica Romana, Mundo, Vaticano 0 comentáriosO texto do Papa inspira-se numa passagem do Evangelho segundo São Mateus: “Jesus, após ter jejuado durante 40 dias e 40 noites, por fim, teve fome”.
Segundo Bento XVI, “escolhendo livremente privar-nos de algo para ajudar os outros, mostramos concretamente que o próximo em dificuldade não nos é indiferente”.
“Precisamente para manter viva esta atitude de acolhimento e de atenção para com os irmãos, encorajo as paróquias e todas as outras comunidades a intensificar na Quaresma a prática do jejum pessoal e comunitário, cultivando de igual modo a escuta da Palavra de Deus, a oração e a esmola”, aponta.
O Papa admite que, nos nossos dias, a prática do jejum “parece ter perdido um pouco do seu valor espiritual e ter adquirido antes, numa cultura marcada pela busca da satisfação material, o valor de uma medida terapêutica para a cura do próprio corpo”.
“Jejuar sem dúvida é bom para o bem-estar, mas para os crentes é em primeiro lugar uma «terapia» para curar tudo o que os impede de se conformarem com a vontade de Deus”, escreve.
Bento XVI procura explicar que “valor e que sentido tem para nós, cristãos, privar-nos de algo que seria em si bom e útil para o nosso sustento”, frisando que a prática do jejum “pode ajudar-nos a mortificar o nosso egoísmo e a abrir o coração ao amor de Deus e do próximo”.
Na conferência de imprensa em que foi apresentada a mensagem, Josette Sheeran, directora-executiva do Programa Alimentar Mundial (PAM) das Nações Unidas, disse que o apelo do Papa “ajuda-nos a recordar que a fome cresce em todo o lado”.
“Estar ao serviço de quem tem fome é um apelo moral que une os povos de todas as fés”, acrescentou.
Depois de ter apresentado uma série de projectos do PAM em vários países, Josette Sheeran defendeu que “cada um de nós tem uma escolha: passar sem parar junto de quem tem necessidade ou agir para ajudá-lo. Nesta Quaresma, escolhamos um mundo livre da fome”.
Já o Cardeal Paul Josef Cordes, Presidente do Conselho Pontifício "Cor Unum", frisou que é necessário um compromisso para “abrir o coração e as mãos a quem está em necessidade”.
Este responsável falou na expansão do mercado de “wellness” para sublinhar que a mensagem da Quaresma para 2009 entra “numa certa contradição com a tendência social”.
Depois de ter citado a importância do jejum no budismo e no islamismo, o Cardeal Cordes disse que para os cristãos, esta prática é mais do que “uma luta contra o poder da matéria sobre o homem”, estando aberta ao mundo.
O Presidente do Conselho Pontifício "Cor Unum" lembrou ainda, em conclusão, que é na Quaresma que as Dioceses procuram apoio financeiro para os seus projectos, olhando também para as Igrejas mais pobres.
Postado por Matheus Araújo às 22:24:00
Mensagem de Bento XVI para a Quaresma 2009
. Igreja Católica Apostólica Romana, Mundo, Vaticano 0 comentáriosNo início da Quaresma, que constitui um caminho de treino espiritual mais intenso, a Liturgia propõe-nos três práticas penitenciais muito queridas à tradição bíblica e cristã – a oração, a esmola, o jejum – a fim de nos predispormos para celebrar melhor a Páscoa e deste modo fazer experiência do poder de Deus que, como ouviremos na Vigília pascal, «derrota o mal, lava as culpas, restitui a inocência aos pecadores, a alegria aos aflitos. Dissipa o ódio, domina a insensibilidade dos poderosos, promove a concórdia e a paz» (Hino pascal). Na habitual Mensagem quaresmal, gostaria de reflectir este ano em particular sobre o valor e o sentido do jejum. De facto a Quaresma traz à mente os quarenta dias de jejum vividos pelo Senhor no deserto antes de empreender a sua missão pública. Lemos no Evangelho: «O Espírito conduziu Jesus ao deserto a fim de ser tentado pelo demónio. Jejuou durante quarenta dias e quarenta noites e, por fim, teve fome» (Mt 4, 1-2). Como Moisés antes de receber as Tábuas da Lei (cf. Êx 34, 28), como Elias antes de encontrar o Senhor no monte Oreb (cf. 1 Rs 19, 8), assim Jesus rezando e jejuando se preparou para a sua missão, cujo início foi um duro confronto com o tentador.
Podemos perguntar que valor e que sentido tem para nós, cristãos, privar-nos de algo que seria em si bom e útil para o nosso sustento. As Sagradas Escrituras e toda a tradição cristã ensinam que o jejum é de grande ajuda para evitar o pecado e tudo o que a ele induz. Por isto, na história da salvação é frequente o convite a jejuar. Já nas primeiras páginas da Sagrada Escritura o Senhor comanda que o homem se abstenha de comer o fruto proibido: «Podes comer o fruto de todas as árvores do jardim; mas não comas o da árvore da ciência do bem e do mal, porque, no dia em que o comeres, certamente morrerás» (Gn 2, 16-17). Comentando a ordem divina, São Basílio observa que «o jejum foi ordenado no Paraíso», e «o primeiro mandamento neste sentido foi dado a Adão». Portanto, ele conclui: «O "não comas" e, portanto, a lei do jejum e da abstinência» (cf. Sermo de jejunio: PG 31, 163, 98). Dado que todos estamos estorpecidos pelo pecado e pelas suas consequências, o jejum é-nos oferecido como um meio para restabelecer a amizade com o Senhor. Assim fez Esdras antes da viagem de regresso do exílio à Terra Prometida, convidando o povo reunido a jejuar «para nos humilhar – diz – diante do nosso Deus» (8, 21). O Omnipotente ouviu a sua prece e garantiu os seus favores e a sua protecção. O mesmo fizeram os habitantes de Ninive que, sensíveis ao apelo de Jonas ao arrependimento, proclamaram, como testemunho da sua sinceridade, um jejum dizendo: «Quem sabe se Deus não Se arrependerá, e acalmará o ardor da Sua ira, de modo que não pereçamos?» (3, 9). Também então Deus viu as suas obras e os poupou.
No Novo Testamento, Jesus ressalta a razão profunda do jejum, condenando a atitude dos fariseus, os quais observaram escrupulosamente as prescrições impostas pela lei, mas o seu coração estava distante de Deus. O verdadeiro jejum, repete também noutras partes o Mestre divino, é antes cumprir a vontade do Pai celeste, o qual «vê no oculto, recompensar-te-á» (Mt 6, 18). Ele próprio dá o exemplo respondendo a satanás, no final dos 40 dias transcorridos no deserto, que «nem só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus» (Mt 4, 4). O verdadeiro jejum finaliza-se portanto a comer o «verdadeiro alimento», que é fazer a vontade do Pai (cf. Jo 4, 34). Portanto, se Adão desobedeceu ao mandamento do Senhor «de não comer o fruto da árvore da ciência do bem e do mal», com o jejum o crente deseja submeter-se humildemente a Deus, confiando na sua bondade e misericórdia.
Encontramos a prática do jejum muito presente na primeira comunidade cristã (cf. Act 13, 3; 14, 22; 27, 21; 2 Cor 6, 5). Também os Padres da Igreja falam da força do jejum, capaz de impedir o pecado, de reprimir os desejos do «velho Adão», e de abrir no coração do crente o caminho para Deus. O jejum é também uma prática frequente e recomendada pelos santos de todas as épocas. Escreve São Pedro Crisólogo: «O jejum é a alma da oração e a misericórdia é a vida do jejum, portanto quem reza jejue. Quem jejua tenha misericórdia. Quem, ao pedir, deseja ser atendido, atenda quem a ele se dirige. Quem quer encontrar aberto em seu benefício o coração de Deus não feche o seu a quem o suplica» (Sermo 43; PL 52, 320.332).
Nos nossos dias, a prática do jejum parece ter perdido um pouco do seu valor espiritual e ter adquirido antes, numa cultura marcada pela busca da satisfação material, o valor de uma medida terapêutica para a cura do próprio corpo. Jejuar sem dúvida é bom para o bem-estar, mas para os crentes é em primeiro lugar uma «terapia» para curar tudo o que os impede de se conformarem com a vontade de Deus. Na Constituição apostólica Paenitemini de 1966, o Servo de Deus Paulo VI reconhecia a necessidade de colocar o jejum no contexto da chamada de cada cristão a «não viver mais para si mesmo, mas para aquele que o amou e se entregou a si por ele, e... também a viver pelos irmãos» (Cf. Cap. I). A Quaresma poderia ser uma ocasião oportuna para retomar as normas contidas na citada Constituição apostólica, valorizando o significado autêntico e perene desta antiga prática penitencial, que pode ajudar-nos a mortificar o nosso egoísmo e a abrir o coração ao amor de Deus e do próximo, primeiro e máximo mandamento da nova Lei e compêndio de todo o Evangelho (cf. Mt 22, 34-40).
Ao mesmo tempo, o jejum ajuda-nos a tomar consciência da situação na qual vivem tantos irmãos nossos. Na sua Primeira Carta São João admoesta: «Aquele que tiver bens deste mundo e vir o seu irmão sofrer necessidade, mas lhe fechar o seu coração, como estará nele o amor de Deus?» (3, 17). Jejuar voluntariamente ajuda-nos a cultivar o estilo do Bom Samaritano, que se inclina e socorre o irmão que sofre (cf. Enc. Deus caritas est, 15). Escolhendo livremente privar-nos de algo para ajudar os outros, mostramos concretamente que o próximo em dificuldade não nos é indiferente. Precisamente para manter viva esta atitude de acolhimento e de atenção para com os irmãos, encorajo as paróquias e todas as outras comunidades a intensificar na Quaresma a prática do jejum pessoal e comunitário, cultivando de igual modo a escuta da Palavra de Deus, a oração e a esmola. Foi este, desde o início o estilo da comunidade cristã, na qual eram feitas colectas especiais (cf. 2 Cor 8-9; Rm 15, 25-27), e os irmãos eram convidados a dar aos pobres quanto, graças ao jejum, tinham poupado (cf. Didascalia Ap., V, 20, 18). Também hoje esta prática deve ser redescoberta e encorajada, sobretudo durante o tempo litúrgico quaresmal.
De quanto disse sobressai com grande clareza que o jejum representa uma prática ascética importante, uma arma espiritual para lutar contra qualquer eventual apego desordenado a nós mesmos. Privar-se voluntariamente do prazer dos alimentos e de outros bens materiais, ajuda o discípulo de Cristo a controlar os apetites da natureza fragilizada pela culpa da origem, cujos efeitos negativos atingem toda a personalidade humana. Exorta oportunamente um antigo hino litúrgico quaresmal: «Utamur ergo parcius, / verbis, cibis et potibus, / somno, iocis et arcitius / perstemus in custodia – Usemos de modo mais sóbrio palavras, alimentos, bebidas, sono e jogos, e permaneçamos mais atentamente vigilantes».
Queridos irmãos e irmãos, considerando bem, o jejum tem como sua finalidade última ajudar cada um de nós, como escrevia o Servo de Deus Papa João Paulo II, a fazer dom total de si a Deus (cf. Enc. Veritatis splendor, 21). A Quaresma seja portanto valorizada em cada família e em cada comunidade cristã para afastar tudo o que distrai o espírito e para intensificar o que alimenta a alma abrindo-a ao amor de Deus e do próximo. Penso em particular num maior compromisso na oração, na lectio divina, no recurso ao Sacramento da Reconciliação e na participação activa na Eucaristia, sobretudo na Santa Missa dominical. Com esta disposição interior entremos no clima penitencial da Quaresma. Acompanhe-nos a Bem-Aventurada Virgem Maria, Causa nostrae laetitiae, e ampare-nos no esforço de libertar o nosso coração da escravidão do pecado para o tornar cada vez mais «tabernáculo vivo de Deus». Com estes votos, ao garantir a minha oração para que cada crente e comunidade eclesial percorra um proveitoso itinerário quaresmal, concedo de coração a todos a Bênção Apostólica.
BENEDICTUS PP. XVI
Postado por Matheus Araújo às 18:08:00
Bento XVI: Jesus tinha um segredo
. Comentário do Evangelho, Igreja Católica Apostólica Romana, Mundo, Vaticano 0 comentáriosCIDADE DO VATICANO, domingo, 1º de fevereiro de 2009 (ZENIT.org).- Publicamos as palavras que Bento XVI dirigiu neste domingos ao rezar a oração mariana do Ângelus junto a milhares de peregrinos reunidos na Praça de São Pedro.
Postado por Matheus Araújo às 17:44:00
Fevereiro: Papa pede orações pelos pastores da Igreja
. Igreja Católica Apostólica Romana, Vaticano 0 comentáriosCIDADE DO VATICANO, domingo, 1º de fevereiro de 2009 (ZENIT.org).- Bento XVI pediu que, durante este mês de fevereiro, os fiéis rezem para que os pastores da Igreja sejam fiéis à ação do Espírito Santo.
Esta é a proposta das intenções do Apostolado da Oração, iniciativa seguida por cerca de 50 milhões de pessoas dos 5 continentes, para este mês que começa.
O Papa apresenta duas intenções de oração, uma geral e outra missionária.
A intenção geral deste mês é: «para que os pastores da Igreja sejam cada vez mais dóceis à ação do Espírito Santo em seu ensinamento e em seu serviço ao povo de Deus».
E a intenção missionária é: «para que a Igreja a África encontre caminhos e meios adequados para promover eficazmente a reconciliação, a justiça e a paz, seguindo as indicações da II Assembléia Especial para a África, do Sínodo dos Bispos».
Postado por Matheus Araújo às 17:40:00
Arquidiocese de Fortaleza celebra os 50 anos de sacerdócio do cardeal Cláudio Hummes
. Brasil, Igreja Católica Apostólica Romana, Mundo, Vaticano 0 comentários
Neste domingo, 1º de fevereiro, a arquidiocese de Fortaleza (CE) homenageia o prefeito da Congregação para Clero, cardeal Cláudio Hummes, por ocasião dos 50 anos de sua ordenação presbiteral, que ocorreu no dia 3 de agosto de 2008.A homenagem acontecerá na catedral metropolitana de Fortaleza e terá a participação do arcebispo de Fortaleza, dom José Antônio Aparecido Tosi Marques, de padres e leigos.
Dom Cláudio foi o quinto arcebispo de Fortaleza. Exerceu o ministério episcopal na capital cearense de julho de 1996 a abril de 1998, quando foi transferido para a arquidiocese de São Paulo (SP).
Postado por Matheus Araújo às 00:03:00
Bento XVI relembra os 50 anos do anúncio do Concílio Vaticano II
. Igreja Católica Apostólica Romana, Vaticano 0 comentários"De fato, a unidade requer uma conversão: da divisão à comunhão, da unidade ferida à unidade restaurada e plena. Esta conversão é dom de Cristo ressuscitado, como aconteceu com São Paulo", afirmou o pontífice durante a homilia. O tema da Semana foi retirado do livro do profeta Ezequiel 37, 17, que diz "Que formem uma só coisa em tua mão".
Bento XVI explicou ainda que a unidade que Deus doa à sua Igreja é a comunhão no sentido espiritual, na fé e na caridade, mas esta unidade em Cristo é fermento de fraternidade também no plano social, nas relações entre as nações e para toda a família humana.
O papa também falou sobre a Terra Santa e disse que é importante os fiéis que lá vivem, bem como os peregrinos que a visitam, oferecerem seus testemunhos de que a diversidade não é um obstáculo para a unidade, mas “riqueza na multiplicidade”.
Ao concluir a homilia, ele lembrou dos 50 anos do anúncio do Concílio Vaticano II, que aconteceu em 25 de janeiro de 1959, pelo bem-aventurado papa João XXIII, quando ele manifestou pela primeira vez o desejo de convocar “um Concílio Ecumênico para a Igreja Universal”. Segundo Bento XVI, foi daquela “providente decisão que nasceu uma fundamental ajuda ao ecumenismo.
Informações: Rádio Vaticano
Fonte: CNBB
Postado por Matheus Araújo às 13:17:00
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